De música e veneno, de bolha e presente, de comida e telefone, de família amistosa, de amar quem se tem, de correr no asfalto grama, de não esquecer o lml, de não se safar de constrangimentos, de abominar de novo e mais uma vez qualquer espécie de ciúme, de rir de maldade e nó na garganta, de enumerar, memorar infância com quem estava presente, comer até morrer, cantar até o fim, de clima de agradecimento, de ter o que agradecer, de livros para as crianças e doces para os adultos, de gentileza e amizade. De todas as alegrias e um bocado de amor. Nessas horas assim eu percebo o quanto é bonito pertencer a essa gente que tanto me alwgra e tanto me irrita. (:
lml
domingo, 25 de dezembro de 2011
Matal.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Belo.
Lembro que não queria sentar, ou até queria, mas senti vergonha e fiquei de pé.
Lembro que fiquei um pouco chocada com a sua beleza, desconcertada, e ao mesmo tempo me senti orgulhosa.
Adorava o cor-de-rosa e azul dos cobertores.
Lembro que você, na segunda, levantou com muito cuidado, fazendo o mínimo de barulho possível pra me deixar dormindo enquanto ia trabalhar.
Lembro que adorava olhar suas coisas quando você não estava por perto, ficar observando como você organizava a falta de organização do seu quarto.
E te ver lendo Macanudo, com risadas espaças.
Lembro do livro que você estava lendo, lembro da diagramação do livro.
Lembro que, apesar de eu nunca ficar quieta, quando eu ficava, o silêncio não doía do seu lado.
Me senti à vontade como se nos conhecêssemos desde sempre.
Lembro de andar muito e de lugares bonitos.
Lembro das batatas gigantes de ouro, de comer eternamente.
Lembro de nunca achar nada naquela mala infinita.
Lembro das decorações de Natal e da loira me chamando de loira em tom de ofensa.
Lembro de chegar tarde e do moço com cara de criança.
Lembro de falar do que eu não queria e queria secretamente.
De você indo comprar comida, da gente na padaria estranha, de quindim, de você adorar quindim, da gente comendo na frente do computador, assistir um milhão e duzentos mil vídeos.
"Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é, quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu".
E da peça que a gente assistiu e nunca mais conseguia parar de cantar a música, depois de esquecer a música e sofrer tentando lembrar, então lembrar e nunca mais parar de cantar de novo.
De você ser bonito até na foto 3x4, de fingir que precisava de um táxi comigo só pra ser menos constrangedor ficar esperando sem saber direito o que.
De você nunca largar o celular. E uma semana depois perder ele.
E todas as vezes que eu voltava a gente se abraçava.
Lembro de adorar muito a sua companhia. E querer que tu venha também.
De ter certeza que você seria um dos 100 sobreviventes.
Lembro da sua voz e entonações.
E eu lembro dos relógios e das praças e do seu senso crítico apurado, das nossas piadas maldosas e dos psicopatas que nos perseguiam, lembro da sua carinha dormindo e de assistir séries com você, lembro das praças e das águas que não eram águias.
Me sentia em casa numa casa e cidade que estavam longe da minha; confesso ter chorado um pouquinho quando fui embora.
Lembro de você carregando minha mala, vocês xadrezes, combinavam.
Lembro dos aviões que eu tentei fotografar de tarde e de matar tempo achando camarões;
Sei que é natural que eu lembre uma vez que não faz um mês que passamos esse tempo juntos, mas de qualquer maneira quero registrar tudo que eu lembro por aqui, porque por mais que saiba que muito em breve eu volto, não quero confundir as lembranças de uma ocasião e outra.
Lembro que você se tornou uma pessoa importante de verdade, de mensagens de madrugada sem motivo e que ouve as maldades que eu faço com a vida.
Sei que você é incrível, e merece todas as pedras estrelas do mundo.
E todas as pesquisas do Google.
Sei que você me alegra.
E que o texto está péssimo.
E que eu espero que você nunca na vida venha a lê-lo, sério, vergonha.
Mas de qualquer maneira, escrever sobre torna as coisas mais leves e mais bonitas.
Obrigada por ser belo, em tudo que essa palavra possa vir a englobar.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Will hit her.
Esses dias me falaram que eu tenho falado como quem fala para uma grande massa homogênea.
Dia desses as pessoas tem me falado muitas coisas cruéis, me deixam aqui, esperando que São Paulo seja acertado por um objeto espacial não identificado.
Esses dias exigiram minha presença, me deram bolos e beijos, me abraçaram e pegaram no colo, esses dias eu me senti amada e comi uma trufa gigante.
E tenho ouvido The Dog Days Are Over e ganhado abraços do meu irmãozinho.
Dia desses me agarraram num parque e eu comecei a chorar porque é assim que eu sou, o parque foi o parque da minha infância inteira, um lugar quase... sagrado pra mim.
Tinham crianças e peixinhos ainda, tinha o mesmo tronco que um dia ele subiu e eu o chamei de reizinho.
Tinham todas as lembranças e um estranho me agarrando.
Esses dias me fizeram perguntas estúpidas, eu não tenho tido muitas reações, como se já esperasse que as pessoas fossem estúpidas assim.
Tenho me sentido cheia de expectativa, muito triste, sem nenhuma perspectiva, acho que não vou passar no vestibular, passei na primeira fase, não acho que nunca serei capaz de me sustentar, acho que vou ser daquelas pessoas que servem patês e vinhos, queria mais vestidos, queria poder andar pelada, queria poder chorar sem me sentir fraca, queria poder fugir daqui e de todos os meus sentimentos, queria evitar que ela fosse embora, embora ache que será melhor pra ela e que seria melhor para mim, queria morar numa fazenda, colher pêssegos, fazer geleia e nadar no riacho, eu não respeito a reforma ortográfica, respeito menos ainda esses jovens estúpidos que se pensam artistas e são só crianças egóticas e tristes.
Queria saber ser melhor em tudo, não quero tentar nada, não quero pensar, queria me movimentar mais.
Esses dias tentei manter uma rotina de caminhada, mas haviam alguns flertes que eu nunca reparo.
Eu tenho o péssimo hábito de começar a escrever sem saber o que e só vomitar palavras, porque eu não tenho nenhuma pretensão com isso aqui ou com nada at all, embora deva parecer uma moçoila mui pretensiosa.
Sabe a única coisa que eu queria poder fazer?
As pessoas entenderem que cada situação tem um bilhão de lados, queria me fazer entender isso, na verdade.
Não é sobre ninguém, porque eu não sou essa fofura toda.
Sou só essa beleza e inteligência, que eu não reconheço, mas ninguém contesta.
Queria ter um desses amores bonitos e incontestáveis.
Queria nascer de novo.
Dia desses as pessoas tem me falado muitas coisas cruéis, me deixam aqui, esperando que São Paulo seja acertado por um objeto espacial não identificado.
Esses dias exigiram minha presença, me deram bolos e beijos, me abraçaram e pegaram no colo, esses dias eu me senti amada e comi uma trufa gigante.
E tenho ouvido The Dog Days Are Over e ganhado abraços do meu irmãozinho.
Dia desses me agarraram num parque e eu comecei a chorar porque é assim que eu sou, o parque foi o parque da minha infância inteira, um lugar quase... sagrado pra mim.
Tinham crianças e peixinhos ainda, tinha o mesmo tronco que um dia ele subiu e eu o chamei de reizinho.
Tinham todas as lembranças e um estranho me agarrando.
Esses dias me fizeram perguntas estúpidas, eu não tenho tido muitas reações, como se já esperasse que as pessoas fossem estúpidas assim.
Tenho me sentido cheia de expectativa, muito triste, sem nenhuma perspectiva, acho que não vou passar no vestibular, passei na primeira fase, não acho que nunca serei capaz de me sustentar, acho que vou ser daquelas pessoas que servem patês e vinhos, queria mais vestidos, queria poder andar pelada, queria poder chorar sem me sentir fraca, queria poder fugir daqui e de todos os meus sentimentos, queria evitar que ela fosse embora, embora ache que será melhor pra ela e que seria melhor para mim, queria morar numa fazenda, colher pêssegos, fazer geleia e nadar no riacho, eu não respeito a reforma ortográfica, respeito menos ainda esses jovens estúpidos que se pensam artistas e são só crianças egóticas e tristes.
Queria saber ser melhor em tudo, não quero tentar nada, não quero pensar, queria me movimentar mais.
Esses dias tentei manter uma rotina de caminhada, mas haviam alguns flertes que eu nunca reparo.
Eu tenho o péssimo hábito de começar a escrever sem saber o que e só vomitar palavras, porque eu não tenho nenhuma pretensão com isso aqui ou com nada at all, embora deva parecer uma moçoila mui pretensiosa.
Sabe a única coisa que eu queria poder fazer?
As pessoas entenderem que cada situação tem um bilhão de lados, queria me fazer entender isso, na verdade.
Não é sobre ninguém, porque eu não sou essa fofura toda.
Sou só essa beleza e inteligência, que eu não reconheço, mas ninguém contesta.
Queria ter um desses amores bonitos e incontestáveis.
Queria nascer de novo.
domingo, 27 de novembro de 2011
Ainda e sempre.
Kevin Barnes definindo as coisas pra mim:
Lisa who reminds me of a blueberry
is artistic, beautiful, and friendly
I wish that to pass her on the street
was more common because I don't know
her telephone number or her address
though I guess that I could just go
look it up since I do know her last name
it's blueberry blueberry blueberry
or at least that's what it should be
'cause that's what she seems like to me
a gentle yet passionate blueberry
we were petting seals at the underground zoo
the one you act just like
down the fireman's pole to get to
and fight drunken pirates with painted cardboard swords
just you and I and I sing to you
I know you're a really cool person
'cause you're nice to everyone you meet
monkey love I wish I were your monkey love
Lisa who reminds me of a blueberry
is intelligent, sensitive and funny
I wish that to kiss her on the lips
was more welcome because when she's near
I long to invade her personal space
though as of yet I'm still moping around on the ground
that surround the heart of mademoiselle
blueberry blueberry blueberry
Não há nenhum vídeo disponível no youtube, sabem comé. Mas fica aí o desabafo por outros.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Sobre escritórios e jabuticabeiras.
Acho uma merda que as pessoas realmente acreditem que a única opção da vida é crescer, fazer uma faculdade e "se estabilizar".
(via esse blog)
Dia desses eu vi a seguinte tirinha:
(via esse blog)No que minha tia deu um sorriso cansado e eu perguntei se ela não achava essa vida uma merda, a resposta foi "é só olhar pra minha cara", tudo em minúscula mesmo, porque não havia nenhum começo ali.
Agora a questão que fica é: Será que essa é a nossa única opção mesmo?
Ontem eu fui acusada (acusada sim, sem drama nem nada do tipo, mas sinto como acusação) de querer me "estabilizar".
A grande questão é que em dadas épocas da vida eu me conformo que é isso aí mesmo, que em dado momento terei uma cozinha com utensílios tecnológicos, churrasqueira e espaço gourmet. Acho deprimente alguém almejar um espaço gourmet. Me conformo por vezes, confesso, mas por puro conformismo (conforme o conformar), puro medo, pura apatia, sem nenhuma vontade.
Tudo bem você ter dentro de você esse espírito burgues que almeja uma vida tranqüila de escritório, tudo bem querer colocar teus filhos no Arqui Diocesano, tudo bem se você é assim, mas eu não sou. Não sou e não quero me conformar em querer coisas que eu não quero só porque esperam que eu queira.
Eu não quero vida de escritório, não quero ter um Ford Fusion e almejar uma Mercedes Benz, não quero usar vestidos da Collins e almejar Dolce & Gabbana, não quero receber meus amigos da aula de pintura com tinta a óleo e preparar um salmãozinho com molho de maracujá (ou hortelã, notem), não quero ser essa pessoa que passa a maior parte da vida fazendo alguma coisa chata e mecânica para ganhar um salário e gastar com coisas que além de não querer ela não precisa. Não quero casar de branco nem passar a lua de mel (sério isso, galera?) em Paris, Veneza ou qualquer lugar LINDÍSSIMO desses que a gente TEM que conhecer.
Eu quero acordar hoje e não ter certeza de onde estarei ou o que exatamente estarei fazendo ano que vem, eu quero conhecer lugares que ninguém quer, eu quero ver todo pôr-do-sol possível, quero ter um suco gelado, um violino, que ele tenha um violão, que a gente toque música ruim por diversão e use roupas horríveis, eu quero um alto padrão de vida, com dormir na rede e cabelo bagunçado, eu quero rir de verdade e comer jabuticaba do pé, não é uma questão de ser hippie, suja, fumar maconha ou coisa que o valha, eu não quero nada disso, só não quero viver minha vida sabendo que eu fui exatamente quem a sociedade demandou que eu fosse e me sentir uma merda porque não conheço nada, sei falar maleporcamente duas línguas, vivi a vida inteira na mesma cidade, passei a maior parte do tempo entediada e nunca fiz nada de realmente autentico, que EU realmente tivesse vontade.
Lembro que com quinze anos fiz esse tratado com minhas melhores amigas na ocasião, assim que nos formássemos no ensino médio compraríamos uma Kombi e viveríamos como Saltimbancas por aí, tocando violão e passando o chapéu, interpretando peças escritas por nós, teatro de rua, malabarismos e mágica, esse era o trato. Mantenho esse trato comigo mesma e me vou, me vou sempre, juro para mim que dia desses eu fujo, sem celular, sem computador, sem emprego e sem dinheiro. E quem quiser me acompanhar, que o faça se tiver espírito livre, que o faça se quiser passar a vida vivendo.
E fica o desabafo mal escrito, mal formulado, mas que por diversas vezes me aperta o coração. lml
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Muito embora.
Às vezes eu canso, de esperar, de ler, de lembrar de coisas que já passaram
Às vezes eu danço
Li hoje de manhã sobre como eu não levo jeito
Lembrei hoje de manhã que eu sou muito boa nisso, naquilo e melhor
Lembrei de lembrar que todo sorriso se apaga amanhã
Que toda dor só existe na mente
Toquei com cuidado e carinho
Toquei alguém que não era você
Toquei com cuidado e carinho alguém que eu me apaixonei
Falei com alguém de longe
Falei com um amor do passado
Falei com alguém que você não gosta
Hoje eu não me importo que você vá
Hoje eu procuro distância,
Hoje eu não quero você
Dia desses eu tomei um suco muito específico
Dia desses eu comi aqueles bombons de sorvete
Dia desses eu me deprimi porque você não estava aqui
Eu não me importo com versões ruins de músicas do Bowie
Eu me importo com a lembrança que ele me deu de alguém que ainda nem meu era
Já disse que joguei tal lembrança no lixo?
Não quero que tu venha
Não quero que tu volte
Não quero seus gritos nem mais nada de você
Vou embora escrevendo mal
Sem pretensão de escrever de qualquer maneira
Vou embora com a sua crítica
Sem pretensão de voltar
Muito embora
eu vá embora
embora
lml
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Vai mal demais.
Acho engraçado como as artes consistem em amizades.
Tu não precisa ser um desenhista genial, contanto que conheça bastante gente que te diga que tu é, tu não precisa escrever bem, contanto que tenha amizades que te convençam que você, nossa, futuro da literatura, tu não precisa saber atuar pra ser considerada boa atriz contanto que conheça as pessoas certas. Isso é meio risível e deprimente ao mesmo tempo, risível porque agente sabe (e eles sabem) que os belos desenhos, a bela escrita, a SENSIBILIDADE infinita do ator só existem mesmo no ego e não suportarão uma mudança de década, mas em contra partida é deprimente que essas pessoas consigam se sentir superiores por um segundo que seja graças a produção porca que trabalham com.
De verdade, pessoal, todo nós sabemos se somos realmente bons em algo, a gente tem a mínima noção, nem que seja comparativa, sabe?
E se você continua tentando é porque quem sabe um dia talvez, com bastante treino e vivência (vivência, galera, a não ser que você nasça um gênio, você só poderá ser menos que medíocre com no mínimo uns quarenta, vão estudar) você possa produzir algo legal, mas, de verdade se tu ainda está nisso porque acha que já é bom o bastante, faz um favor pra tu e o resto do mundo e larga de pretensão, vai, tu sabe que é ruim.
Tem uma (e só uma) pessoa com 20 anos que escreve e que eu de fato admiro. Porque é verossímil, não busca confete, tem segurança no que faz e estuda, estuda muito. É um bom escritor que vai ser um daqueles que escrevem coisas e que conseguem nos mostrar uma outra maneira de pensar. E pra isso é necessário primeiro exercitar as várias maneiras de pensar, antes dos elogios, antes da babação de ovo. lml
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Não há amor na sua alma. Nem tortas. Nem cucas.
"Nossas ingênuas pornografias" cabei e ouvir isso, uma frase de uma música do Júpiter.
Eu estava aqui sem esperar nada da vida, alegre, jogando mal, eufórica, com sorrisos desajeitados pra mim mesma no espelho ao ver que tem show do Júpiter no domingo e, sabem?
Desde que me apaixonei por Júpiter (graças ao Louis, creio eu, se estiver certa, obrigada mais uma vez<3) percebi que em momentos de raivinha, tristeza ou qualquer sensação negativa era só colocar Júpiter que eu viro rock star, converso com meus amigos -inexistentes, imaginários - com uma típica cara de alegre, começo a me mexer e querer ir pra Porto Alegre conhecer esse ser tão peculiar e mítico, ele é.
"Minha melhor amiga morreu bem do meu lado, do lado da minha cama, a bruxa mariposa".
Gosto dele por conta da autenticidade, da pessoalidade, da voz, do jeito de quem de fato é simples, não sei se vocês sabem, mas as poucas pessoas que admiro, só admiro por conta da tranqüilidade, na verdade não é bem tranqüilidade, tu não precisa ser tranqüilo contanto que seja simples, simples nos desejos, nos pensamentos, sabe?
E ser simples não significa não ser complexo nesse caso e sim só descomplicar, percebe?
Sempre quis abraçar o Walter Victor, que é inteligente e bonito, mas ninguém entende, nem a medicina não, ninguém entende o seu jeitão. Ou Conga. Tomador de banca.
A questão de escrever assim ouvindo ele é a euforia, parece que sua alma começa a se chacoalhar. E melhor: Os indiezinhos da vida não conseguem fingir gostar.
Nem dele, nem de Tiger Lillies. Por isso eu sempre mandarei beijos pra ele, pra ele e pro Marcelo Birck, do fundo do meu coração. Obrigada por não serem fáceis.
Uh uh, tcha tcha tcha... Abrindo as tortas e as cucas. lml
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
DeLeituras.
Vamos falar de clube do livro!
Eu nunca tinha citado aqui como estou feliz pelo nosso sucesso.
O clube do livro começou com um daqueles pensamentos de travesseiro que normalmente quando a gente vai beber água na cozinha e volta já logo percebe que a ideia era, no mínimo, bem tosca, só que ao ir até a cozinha pegar o tal copo de água continuei achando a ideia boa e hoje cá estamos nós, com quase 400 participantes pelo menos "por tabela" (dêem uma olhada http://www.facebook.com/DeLeituras) um monte de inscritos no canal e, mais importante que qualquer número são as letras, dos... oito? Ou mais livros que lemos nesse tempo e toda a alegria que é terminar uma reunião com todo mundo feliz, conversandinho e cheio de vontade de saber qual será o próximo livro pra já começar a ler!
E como esse processo levava mais ou menos três dias (o que é muito pra quem tem 15 para ler e viver, ir na faculdade, trabalhar, namorar e assistir Zorra Total) tive a brilhante (cof cof) ideia de criar um cronograma pra todos nós conseguirmos organizar melhor, wiiiiiiii
A reunião com os moderadores será hoje e espero que consigamos uns três cronogramas diferentes pra que vocês possam escolher (bem democrático, como sempre). Já anotei as sugestões de vocês e agora é só esperar, com um sorriso no rosto e uma leve ansiedade.
Obrigada, vocês, mesmo!
Beijos, Ferdi
lml
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Sou contra aspartame.
É burro trocar algo doce, por algo que te dá câncer e é amargo. É burro e infantil, porque o doce só é ruim quando muito, o amargo é sempre, mesmo que duas gotas e todo mundo põe dez, na esperança de deixar menos amargo. Não entendo certos costumes.
Quando eu era criança já detestava a religião católica (não que deteste hoje, acho que não sou tão mais criança para detestar religiões quaisquer, aliás, a única coisa que pode ser detestada na vida é a maneira como o homem lida com o que quer que seja, através do homem até o amor pode ter algo de abominável) e com essa detestância me pegava confusa ao gostar tanto das velas dos altares, sempre adorei o fogo, em todas suas manifestações que são sempre uma só, a sutileza (e capacidade destrutiva) do fogo sempre me fascinaram. O que eu detestava de católico eram aquelas missas tediosas, aquele fanatismo, aqueles gritos, toda aquela culpa, o fato de alguém ter sido crucificado por pecados que não cometeu, pra nos livrar do nosso, era tão injusto e sádico. Eu sempre preferi a justiça na frente de qualquer outra coisa, até hoje eu vivo com minha justiça inabalável, às vezes me pesa essa justiça.
Anos depois eu me senti tão menos conflitada ao descobrir que as velas, os rituais com as velas e tudo que tinha de mágico em poder ter luz quando não se tinha era algo muito mais antigo que essa religião chata e injusta que eu detestava. Me senti mais tranquila. Sempre que ia naquelas casas-de-artigos-religiosos-de-todas-as-religiões me sentia encantada com todas as cores de velas e queria ter um canto só pra acender todas. E depois quando eu li na Recreio que o fogo podia ter todas as cores resolvi ser cientista, só pra tê-los todos em volta de mim. Então esse não é um texto sobre fogo, embora pudesse.
Acontece também que esses dias (ontem de madrugada) escrevi essa oração (não sei se vocês sabem mas minha verdade é que cada verdade está em cada coração, então se você é muçulmano ou judeu, se ser terrorista ou hindu vale para você, com certeza é verdade, a sua verdade e fim) então eu escrevo coisas que eu acho que se eu programar no meu cérebro eu terei uma vida feliz e chamo essas coisas de oração. Então essa oração em dado momento dizia "Que eu saiba lidar e cuidar dos sentimentos das pessoas que amo cada vez melhor e que eu seja cada vez mais independente para cuidar dos meus" e esse negócio de querer ajudar e não precisar de ajuda pode parecer bonito e altruísta, mas não é nada, eu deveria pedir para que cada amigo, ente querido soubesse cuidar dos seus sentimentos sozinhos, mas enquanto eles não conseguirem, que saibam que eu estou aqui. E, olha, cuidar e ajudar pessoas queridas é fácil, traz prazer, quero ver é começar a pedir pra ajudar mesmo odiando.
Sabiam que eu odeio muita gente? Odeio mesmo, detesto, só de pensar em noventa por cento das pessoas que eu conheço meu estômago se embrulha e às vezes até em pensar nas pessoas que eu amo tenho só vontade de correr pra bem longe e nunca mais falar com ninguém. O mundo pra mim parece todo errado e ao mesmo tempo a coisa mais bonita. Tudo varia, nossos humores variam e comigo não é diferente.
Tive essa conversa sobre distanciamento literário, não sei como foi, sei que em dado momento eu disse que todo mundo deveria ler tudo e toda vez que eu penso nisso me vem um enorme melancolia por saber que não dá tempo, por pensar que se eu me enclausurar em leitura a vida passa e a gente não vê e por saber que é difícil delimitar saudável entre ler muito e ler demais e nem seria essa a questão pior, o pior é que mesmo se você passar a vida lendo, não lerá tudo que valha a pena ler e já tenha sido escrito, até porque você tem que aprender muitos e muitos idiomas e a vida é curta demais pra quem tem essa espécie de interesse.
Tem uma vela do meu lado enquanto eu escrevo e tinha um incenso também, num incensário de Auset, o incenso já queimou.
Estava numa tarde quente, uma chuva fina, chuva fria, porta aberta. Há quem fale de janelas e em mim é tudo enorme, gosto de como meu rosto é pálido na sombra, gosto de como as pessoas ficam fantasmagóricas no escuro.
Esses dias eu vi um pingente de unicórnio e não comprei.
É uma droga ter que sempre depender de dinheiro.
Queria que patrocinassem minha imaginação.
E nenhuma produção específica.
Durmam bem vocês.
Vale a soneca. lml
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