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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Zoológico.
Hoje eu fui ao zoológico.
Tristes semblantes contrastam com gritos estridentes.
Esconda-se, cubra-se, esse sol..
Pessoas, vidros, jaulas.
Cadê minhas presas? Por que tão pouco espaço?
Contente-se: A-NI-MAL!
Onde estão eles? Batam nos vidros!
Cadê o leão? LEÃÃÃÃÃÃO APAREEEEEEEECE!
Corram, chupem seus picolés, sorriam, vocês são livres.
Vocês são CRI-AN-ÇAS!
Cubículos: ESSE ANIMAL ESTÁ SENDO MALTRATADO DESDE 1972! QUE ORGULHO!
Ele quase não se mexe, Nono.
É, irmãozinho, acho que ele não está muito feliz.. é revoltante.
Mas se eles não tivessem aí não ia dar pra gente ver, né?
Podíamos ser nós.
Batem e batem nos vidros, jogam lixo, lixo.
"Com licença, esse animais estão em fase de adaptação e não sabemos que.."
Adaptação. Adaptem-se. Morram vivos.
Que crime esse animais cometeram e quem foi o juiz que os condenou a prisão perpétua?
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Trivialidades e inspirações de ônibus.
Adoro trivialidades e inspirações de ônibus.
Pena que em casa elas parecem tão mais presas..
Talvez porque realmente fiquem, as paredes, sempre as paredes.. protegem mais prendem, é o preço que se paga hoje em dia.
O preço do conforto, das roupas quentinhas e tralhas que gostamos de juntar, fingindo que tem uma importância e utilidade tão grande que, se por ventura, alguém abandona isso e decide viver na rua de certo é louco.
Os mendigos, sabe?
Todos loucos. Loucos e mentirosos!
Como poderia um médico renunciar a sua vida de salvador de vidas pra sair por aí vadiando?
Você não vê, minha filha? É tudo mentira.. Médico nada, esse aí já nasceu vagabundo.
Ele tem um vocabulário extenso, né? Isso é estranho, concordo, mas, bem, hoje em dia qualquer um sabe o que quer né? É só querer, a internet está aí pra isso..
Argumentar hoje em dia é quase sinônimo de palavrões e possíveis socos.
Eu adoro uma boa discussão, adoro mesmo, quase tanto quanto adoro trivialidades e inspirações de ônibus, mas às vezes é tão difícil discutir com alguém.
É que as pessoas inteligentes estão cada vez mais raras então quando encontro uma pego pra mim, eu coleciono gênios, não posso me dar ao luxo de discussões maiores.
Mas, bem, é claro que a gente discute muito, mas, de qualquer forma, nunca chega nos extremos que eu gosto, pela amizade, pela coleção.
Então, por não ser adepta de nenhum tipo de violência acabo por discutir sem todo meu potencial argumentativo, provocações podem custar caro e apesar do preço quase valer a pena ainda fico no quase, quem sabe se eu não aprender alguma arte marcial..
Todos meus amigos que já fizeram ou fazem alguma gostam muito, porém eu não sei, sou um pouco pé atrás com orientais.
Acho-os sábios, muito sábios em suas lutas, algumas crenças.. porém um povo que subestima a mulher, que a transforma em uma serva, um simples objeto decorativo..
De qualquer forma eu sou uma grande preguiçosa, atividade física fico com as que envolvem abraços, mordidas, risadas, correr atrás até cansar, subir em árvores, escalar telhados, bicicleta, pipas e coisas assim, bem adultas.
Isso me faz lembrar de um livro que pretendo escrever, pretendo tanto que vou começar, nesse exato momento.
Adeus.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Graças a carente infeliz!
Eu não sei pra quê fazer as pazes com gente imbecil se a gente sabe que a pessoa é imbecil.
Não sei porquê aquele lenga lenga todo.
Não sei porquê me implorar mais uma chance, vir em casa e fazer toda uma cena se o erro persiste.
Eu prefiro perder a dividir com alguém como esse alguém é.
Eu prefiro morrer sozinha do que isso.
Vou mesmo, de qualque forma, morrer sozinha que eu sei.
Todos vocês, amados amigos, mais cedo ou mais tarde não mais terão carinho por mim ou farão algo que me faça perder o que tenho por vocês.
Todos vocês, um a um, até eu morrer.
E eu tenho certeza, meus caros, que se me restar a piedade de meu irmão a esmola será muita.
Eu nasci no tempo-espaço errado.
Meus sentimentos e pensamentos não condizem com o esperado e não é perturbação mental, é diferença.
Eu sou diferente e vou, por isso, morrer sozinha, meus caros.
Não exauto a diferença, relato.
Na verdade eu renuncio nesse momento.
Casem-se, sejam felizes, todos vocês.
Tenham filhos e cuidem deles pra que eles sejam absolutamente normais.
E depois morram também, morram devagar e infelizes.
Um dia eu desejarei isso de qualquer forma, amados meus, então que seja agora, antes que vocês sejam mais rápidos.
E não sintam pena de mim, dó, nem nada parecido, não se acovardem.
Pra mim pouco importa.
Fodam-se, morram, do fundo do meu coração!
Não preciso de ninguém pra existir, nunca precisei.
Ouvi que ela queria ser eu, alguém acha.
Não sei se concordo, sei que abomino e me pergunto: Por que tem sempre alguém querendo ser eu?
Saibam que é sim uma experiência maravilhosa, todos deveriam experimentar um dia. Óh sim!
Mas por quê?
Criem suas existências medíocres e parem de perseguir a minha, malditas crianças de mãe odiosa. Morram com vossos pais, MORRAM!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ô mais pérfido dos homens.
É incrível como ainda depois de tanto tempo você não tem absolutamente nada pra me dizer.
Seu egoísmo sempre me impressionou, de uma forma cega.
Eu sabia o quão absolutamente egoísta você podia ser, mas ignorava, e agora vejo o quão não ignorável e patológico é isso em você.
Desde tudo eu dizia, sem sinceridade, que esperava que você morresse.
Hoje, racional e sinceramente, com minha vontade de "limpar o mundo", você seria um dos primeiros a ser eliminado.
Não sei que tamanho era a minha carência na ocasião em que me deixei enganar por ela e fingir por todo aquele tempo que eu gostava de você.
É difícil aceitar e não remoer - por mais que saibamos que isso de nada nos serve - nossos erros, é raro não ter vontade de voltar tudo aquilo e fazer diferente, te matar de dor, porque, apesar de tudo, eu sei que você, no seu egoísmo pleno, sempre me amou por demais, e se minha postura chegasse perto de ser parecida com a sua, ficarias dilacerado.
Quão difícil é aceitar que minha sanidade atrapalhou minha vingança.
Espero, do fundo do coração, que alguém te dilaceres muito mais profundamente. Ou pior, que você jamais sinta amor novamente, jamais seus olhos brilhem e seu sorriso aconteça ao pensar, e simplesmente pensar, na existência de outro ser, espero que você fique cada dia mais vazio, frio, espero que você esqueça todos seus sonhos, que fique cada dia mais morto, morto em vida.
Porque se há algo que detesto é crueldade e você sempre foi com todos que te cercam, dos seus amigos fiéis, à sua avó e mãe, cruel e dissimulado.
Dissimulas pra você mesmo que és bom, mas sei que não o bastante pra convencer-te.
Quanto arrependimento e quanta sinceridade no meu desejo de teu sofrimento, talvez seja o tédio que me faz pensar no quão ruim você é e sempre será, talvez seja mesmo enorme e suficiente pra incomodar alguém que com você não mais se importa o seu egoísmo, não sei, as duas alternativas tanto fazem para mim.
Eu falaria isso pra você, se você não fosse interpretar como orgulho ferido, se não fosse tentar ignorar pra se proteger da verdade, se não fosse tentar revidar.
Sabendo da sua pouca capacidade de aceitação dos próprios erros, opto por fazer um desabafo silencioso ou nem tanto assim, mas desabafo só por aqui e se um dia por acaso você ler, com certeza se identificará, então deixa que te acuses sozinho.
Que seja.
Não me mudará.
Que morra.
No fundo, cada um sabe das suas deficiências.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Nunca mais saio de casa sem minha burca.
Acho que talvez isso baste, não sei..
Não dá mesmo pra saber, porque, por mais que você saia coberta, sempre tem um imbecil, nada cavalheiro e vulgar pra mexer com algo em você, te fazer sentir ânsia de vômito e vontade de comprar uma metralhadora.
Não é exagero, estão cada dia mais vulgares e eu não sei o que fazer pra me esconder mais.
Até com careta eu ando na rua - não que precise de mais careta -!
O meu asco é maior que o universo.
Espero que cada um desses nojentos, que querem parecer viris, morram de sífilis.
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