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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu ficava "cru cru cru" e as corujinhas "we we we".

Acontece que geralmente eu não me obrigo a fazer sentido porque é chato, eu me entendo no final, mas não necessariamente de maneira concisa. O pensamento se estende até o infinito pra voltar e fazer qualquer espécie de sentido, porque eu sou livre de mente, eu tento ser livre na mente, pelo menos lá porque de resto não acredito em liberdade.
E não acredito também em conversões, porque tudo tem seu tempo e não dá pra convencer ninguém de que o bom é ser bom até porque o que é certo pra você não necessariamente é pro resto do mundo. Por isso hoje eu respondi sem remorsos pra uma beata que tentava me converter que "não, eu não amo jesus", no que ela me respondeu "ain, ele te ama" e eu disse "que bom, é sempre bom amar". Não acredito em conversões e nem que ninguém tenha o direito de tentar te converter, é imbecil pretensioso e ofensivo. Não, não vou virar carnívora, vegetariana, boa ou má, não vou ser ruiva ou loira ou pesar 40kg ou 120kg, não vou ser o que você acha que é melhor porque já é tão difícil se desprender do mundo pra achar nossas próprias opiniões que me pergunto como pode alguém achar que me trás elas prontas e me faz bem com isso. Não.
E também acho muito imbecil que as pessoas não assumam suas diferenças mesmo depois de velhas, a gente espera que elas amadureçam não por nada, mas faz parte do processo, mais se vê mais se aprende, não sempre. E aí alguém, burro e tacanho vem me dizer que eu tento ser diferente que eu sou muito esquisita, negANDO a própria observação. Mas deixa que fiquem obsoletos pra sempre, tentando pertencer e achando que pertencem, deixa que morram.
Que morram pequenos;

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Preconceituosos e reprimidos.

Vocês deviam sair do armário. Céticos e fanáticos: Vocês deviam se permitir. Inseguros e rancorosos: Vocês deviam se amar. Puritanos e românticos: Vocês deviam esquecer e.. Corretos e justos: Vocês deviam se reavaliar. Super legais e populares: Você deviam atirar nas próprias cabeças. Ferdi? Às vezes devia só ficar quieta. Rindo sim, mas por dentro.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Em que momento ficam as melhores idéias?

Montava quebra-cabeças, recebia parentes, amigos, trocava de casa e de mãe, abandonava a escola regular e fazia o que achava feliz, assim, sem mais, vivia como se tivesse um sério câncer e dias contados, mas sem esquecer que viveria muito mais. Adorava a suavidade das brisas e dos abraços e sentia um estranho amor por pessoas que se adoentavam, queria abraçar e cuidar, por isso, quando necessitava de atenção caía mas normalmente não a recebia como receberia se tivesse cuidando de si. Tinha estranhas superstições e uma religião inventada em momentos de reflexão profunda ao marasmo das tardes quase quentes e as barrigas quase cheias. Montava quebra cabeças, desenhava e aperfeiçoava o que já sabia, criava mais do que a maioria e imaginava tudo perfeito, sentia sempre uma paz que ninguém daqui entendia, porque não era uma paz daqui. Via nas cores a mais reconfortante das sensações e no monocromático também, assistia filmes porque isso fazia parte da sua religião, lia demais pelo mesmo motivo e se dedicava a tudo que fazia com um carinho de irmã. E falando em irmão tinha um bebê não do seu ventre que amava muito mais do que se fosse, ele sorria com dentes pequenos e abraçava com um amor excepcional, dizia todos os dias que ela era a menina mais linda do mundo e chamava-a carinhosamente de "noninho". Gostava dos seus cabelos e da maciez dos mesmo, andava por aí como se eles fossem parte independente do seu ser e às vezes desejava ser o ser cabelo, eram singelos demais e delicados como bailarinas. A maior questão da vida dela sempre foi a mesma desde que nasceu, na morna e verde maternidade às 15:15 brasileira de um décimo quinto dia, até morrer às 22:22 italiana na fria e azul noite de gondolas venezianas negras: As melhores idéias estão entre o sonho e a realidade ou nos outros momentos? É que todo dia ia dormir e, como em qualquer outra hora, tinha muitas e muitas, turbilhões de idéias que não cessavam e na hora todas ela pareciam que facilmente resolveriam um bocado de seus problemas, parecia que eram lógicas e até justas, mas mesmo na hora que elas aconteciam ela sabia que ao amanhecer pensaria diferente. E assim era, então, não fosse por essa dúvida terrível que a perseguia até no mais perfumado dos dias a vida da menina era um assoprar de bolinhas coloridas em um jardim materno. Até morrer a dúvida a perturbou, mas depois de algo que a mostrou a parte azeda do moranguinho que era o mundo, ela jamais seguiu suas idéias de quase sonho porque pra ela era o mesmo que seguir a emoção no lugar da razão e, apesar da sua ternura de santa, ela não fazia mais isso, nunca mais, porque vivia pra ser feliz sem ferimentos. E sem contrariar sua dívida para com a felicidade viveu assim até o último dia, com tanto carinho e convicção que ao longo da vida adquiriu grandes fãs de bons nomes e corações, que depois que perderam a presença de sua ídolo e amiga passaram a contestar as circunstâncias de sua morte: Alguns juram que ela morreu sonhando, uns dizem que ela nunca morrerá nos dois mundos, outros acham que morreu e viveu acordada, mas eu? Eu sei que nem por um segundo a menina esteve entre os dois mundos, porque nasceu, viveu e morreu no mesmo mundo, o dos sonhos. E lá sim ela é, incontestavelmente, eterna.

sábado, 14 de março de 2009

Religião: Ferdiana.

Um dia eu falei que as coisas dos horários iguais era parte da minha religião, então, deduzimos que eu tenho uma e tenho. Mas quando me perguntam: - Qual sua religião? Como nada se assemelha eu falo, como quem sabe que vai ter que completar: - Ferdiana. - Anh? - É que eu criei uma própria religião, digamos assim. - Ah.. É claro que ninguém nunca se interessou por saber qualquer coisa sobre, talvez por acharem que era brincadeira, monguice ou coisa que o valha. Mas como sendo minha religião eu levo muito a sério, saibam vocês. Existem um bocado de coisas felizes na minha religião e nenhuma ruim. Eu acredito em personagens, Deuses Olímpicos e coisas que todo mundo chama de superstições. Por exemplo, meus números no relógio são considerados superstição, pra mim há uma obviedade ímpar que aquilo não é só isso, acredito em 31 de outubro e sextas-feiras 13, digo, em necessariamente bons dias dessas datas e sempre, sempre funcionou. Se eu preciso de ajuda peço pra os Deuses Olímpicos ou meus personagens e eles ajudam. É quase uma religião comum, tenho minha festividades e rituais. Por exemplo, todos os de religião "Ferdiana" são obrigados a abraçar sinceramente alguém que ama uma vez por dia, também somos, praticamente forçados a rir e se nos deprimimos por questões menores somos punidos, sem dúvida. Olha só, esses dias eu me deprimi e fui cruelmente punida. Tentei assistir Laranja Mecânica, e o que aconteceu? As legendas não sincronizavam, como quem dizia "Continue a se deprimir, babaca, e poderás ver todos os filmes mesmo, tsc", triste, eu sei. Mas eu mereci, de qualquer forma. Existem outras regras na minha religião, por exemplo, criticar é algo ótimo, julgar não. Eu sempre dizia "Mazoras, nós julgamos o tempo todo e o mundo, hipócrita, fala 'não podemos julgar', isso é absurdo", então aprendi que, na verdade, eu pelo menos, estou sempre a criticar e não julgar. Não costumo pensar "Esse bom, esse ruim, esse isso, aquele aquilo", em tom definitivo, taxativo e absoluto. É mais uma questão de "Mãe, eu não gosto que você grite", "Nossa, esse ator está péssimo nesse papel" ou "Eu prefiro não fazer isso, por questões óbvias", enfim.. É uma coisa "Se você não for feliz agora, vai morrer e se dar mal, simplesmente porque terá gastado uma vida inteira sem ser feliz e isso é totalmente imbecil ainda mais (no meu caso) quando você tem pessoas como as que tem por perto", é descomplicado e bem gostoso seguir minha religião. Sobre morrer eu não sei realmente, mas tenho um palpite, de qualquer forma ninguém REALMENTE sabe, porque nunca morreu e eu acho que é boa essa surpresa. O meu palpite é que quando a gente morrer vai acontecer o que achamos que vai. Por exemplo, se você pensa que vai queimar no fogo do inferno, vai. Então cuidado com o que acreditam, crianças, sério. Eu mesma acredito que quando morrer conhecerei pessoalmente todos os meus personagens e Deuses e viveremos na mesma enorme casa, com enorme biblioteca e vamos ficar rindo dos livros deles e brigando, eventualmente, já que teremos um bocado de opiniões diferentes, mas nunca vamos nos detestar e nem nada. E mesmo que morra antes de todos os meus amigos (o que é bem provável), eles morarão lá comigo também. Nós vamos todos correr pelo gramado verdinho, nos balançar em balanças feitas em árvores, sempre escutar música boa, ter todos os filmes bons do mundo nas estantes e todos os livros também. Nós vamos nos abraçar sempre e rir muito, ciúme é um sentimento inexistente nesse lugar, já que é a pior coisa de todo o mundo. Se quisermos que esteja frio estará e se quisermos que faça calor fará, mas acho pouco provável que tenhamos vontade de muito calor, vai saber.. Lá não existirão insetos, cobras e nem nada que nos machuque, coaja ou assuste. Fumar não vai fazer mal, comer não engordará e café não machucará o estômago dos mais sensíveis. Nossa casa vai se auto-redecorar sempre que a gente quiser e vai ser legal acordar e tentar adivinhar a nova casa, sempre terão festas a fantasia e gente nova pra conhecer, meus amigos, personagens e Deuses poderão sempre, claro, viajar pra outros lugares, tirar férias e coisas assim, pra eu sentir um pouco de saudade, um pequeno aperto no coração e ter uma alegria muito grande quando eles voltarem. Cada dia nossa casa estará em algum lugar diferente do universo e nós veremos as pré-estreias das melhores peças do mundo, além de poder caminhar sobre o tempo e desvendar todas as verdades dessa e de outras galáxias. Nunca ficaremos entediados, tristes ou sozinhos e sempre haverá alguém pra afagar nossos cabelos e segurar nossas mãos. Ninguém terá defeitos incomodos por lá (bem como eu ainda não descobri nenhum do Dimi, o que é sensacional e me faz sentir perto desse meu lugar quando eu estou perto dele). Terão jogos, cores e alegrias em tudo, nada competitivo ou competitivo o suficiente pra alguém se achar menos esperto, ágil ou qualquer coisa do tipo, que os outros. Poderemos mudar a cor dos nossos cabelos, nossa altura, tamanho do nariz e tudo em nós por alguns segundos, só pra fazer nossos amigos darem risada da nossa aparência estranha ou verem como podemos ser um bocado sensual, mas serão só por alguns segundos, porque eu amo todos eles bem exatamente como eles são. É um lugar assim onde existem várias luas, todos dia tem arco-íris e o sol não machuca minha pele. A gente não envelhece e nem fica brabo, é nisso que eu, sinceramente, acredito. Venho tentando fazer meu melhor e não me queixo. Ontem foi sexta 13 e, cumprindo as leis da religião, foi um dia absolutamente incrível! (: