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domingo, 22 de abril de 2012

Sobre Alzheimer, mas mais que isso, sobre o casal que me faz acreditar em amor.

Milton & Shirlei
Um português orelhudo, segundo ela.
A mulher mais bonita do mundo, segundo ele, "minha baixinha".
Meus avós, avós paternos.
Pra mim nunca existiu pessoa melhor no mundo que meu avô, nunca existirá, na verdade e nem que me amasse mais.
Minha vó sempre foi uma espanholinha braba com todo mundo, menos comigo.
Lembro de quando eu ficava na casa dela e toda tarde ela me levava pra passear no bairro e lembro também de dormir no quarto do meu pai, com a cama quebrada porque meus primos e eu pulamos tanto nela que quebrou e todo mundo achou graça.
Eu tinha um barzinho da Barbie que eles me deram e passava as madrugadas com uma luminária laranja achando a vida um máximo!
Ela só me dava banho quando começava a músiquinha do Castelo Rátimbum, mesmo que não fosse necessariamente a
nós duas esperávamos o ratinho ir pra toca, pra só depois eu ir pro banho, aliás nessa casa (eles já tiveram muitas, muitas mesmo), tinham dois box, e um buraco de um box pro outro, igual o que o Jerry morava e lembro que ela pegava uma bacia de alumínio e me dava potes de shampoo pra brincar, sempre do meu lado e só me tirava quando eu estava toda enrugada, com a água fria e finalmente dizia que queria sair, com toda paciência do mundo.
Lembro também de quando nós estávamos na Chácara que meu vô tinha e ele ia nos levar na sorveteria, daí eu e o Rafa, m
eu primo, sempre queríamos ir no carro deles.
Aí nós entravamos pelo buraco do apoiador de braço no porta-malas e ficávamos lá, todos malandrinhos, todos rindinho, achando que estávamos deixando eles mortos de preocupação enquanto eles fingiam que não sabiam e "se desesperavam".
A sorveteria que eles nos levavam se chamava Jóia e ficava na frente de uma praça, o que era realmente jóia.
E olha como eu era a mimadinha dos vovós?
Os dois sempre me trataram como o bebê deles e ainda hoje me tratam.
Meu avô e minha avó sempre foram um casal que se amou, obviamente.
Eu tenho certeza mais que absoluta, pode cair um meteoro na minha cara agora, podem arrancar meu coração e me fazer comê-lo depois se um dia meu vô ou minha vó foram infiéis ou desleais um com o outro. Sério, que eu morra AGORA!
Sempre se cuidaram, sembre brincaram, sempre andaram de mãos dadas e todo mundo comentava em qualquer evento social, sobre como era lindo e fofinho ver os dois e como eles dançavam juntos, como se tivessem dançando a valsa do casamento, risonhos, gargalhando, todos com passinhos e todos brincalhões.
Esse dois, muito mais que a Disney ou que qualquer artificialidade dessas, me fizeram sempre acreditar que existe sim um amor da vida, uma alma gêmea ou seja como você queira chamar.
Você pode até ter um companheiro, ser feliz com ele e amá-lo, mas amor da vida só existe um, a diferença é que com o companheiro você tem sempre a opção de ir embora, com o amor da vida não, apenas porque não faria sentido abandonar um amor assim. E foi o que a existência do relacionamento deles que me fez e ainda me faz acreditar.
É difícil achar esse amor da vida, mas ele tiveram a INCRÍVEL felicidade - porque são pessoas que merecem também, né - de encontrar e viveram a vida mais feliz e apaixonada do mundo todo, bom, viveram não, ele ainda vive.
Não que minha vó tenha morrido, até porque se ela tivesse eu não estaria aqui escrevendo esse texto e sim morta também, né.
O que aconteceu, na verdade, é que há mais ou menos um cinco anos minha vó, minha espanholhinha linda, bravinha, dos olhos mais lindos e com a capacidade que só ela tinha de me fazer sentir especial e me mimar e amar tanto a vida toda, começou a desenvolver Alzheimer.
Lembro que logo que começou, eu passava a tarde com ela e com o Bielzinho que era bem bebêzinho na ocasião. No começo era a coisa mais triste do universo, ela inventava realidades paralelas onde achava que meu avô estava sendo desleal e outras coisas que faziam ela sofrer de verdade.
Eu conversava com ela todo dia, imprimia pesquisas, explicava o que estava acontecendo e ela ficava desesperada "EU NÃO ESTOU FICANDO LOUCA".
Mas isso era quando ela tinha ainda alguma consciência.
O tempo foi passando, meu avô levando ela em todos os médicos do universo, dando todos os remédios e fazendo todo o possível, mas a doença foi se agravando, porque infelizmente é assim que ela funciona, o tratamento só retarda um pouco mais os sintomas inevitáveis, ok. Chega da parte triste.
"Como assim, Ferdi, a história do Alzheimer da sua avó tem uma parte feliz?"
Tem, não só feliz como a coisa mais bonita do mundo.
Bem, hoje em dia a vó não responde sempre, aliás, quase nunca, precisa usar fralda e ser cuidada 24 horas por dia.
No estágio que ela está muita gente teria colocado ela numa dessas clínicas de "cuidados especiais", (especiais, aham), afinal de contas "ela nem ia saber". Só a possibilidade de um negócio desses ofende meu avô.
O que ele fez quando as coisas foram complicando?
Meu avô é chaveiro (que é uma das profissões que eu acho mais legais no universo, aliás) e ele tem esse chaveiro no mesmo lugar há uns 40 anos, então ele comrprou a casa de trás, fez uma interligação e contratou uma pessoa pra cuidar dela, mas de modos que ele possa de hora em hora ir ver como ela está e dar carinho e atenção.
E vocês acham que por um segundo ele lamenta ou parece triste? Meu avô é a pessoa mais alegre que eu conheço, essa foto da boneca, ali de cima, foi tirada hoje na hora do almoço, ele todo bobo fazendo graça pra ela. Aliás aquela boneca, pra minha vó é na verdade um menino, o bebê dela que ela cuida, ela leva pra lá e pra cá e meu vô entra na onda, brinca com o bebê também, chama de menino e tudo isso.
Ele está sempre rindo e contando as coisas tragicamente engraçadas que ela faz e fala.
Ele dá banho, troca as fraldas, dá comida na boca e ainda assim consegue se sentir apaixonado, não é só respeito e consideração. É amor mesmo. E como eu sei disso?
É só olhar pra cara dele:

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fico cada dia pior.

Existe sim uma continuação.. HÁ!

sábado, 20 de março de 2010

Ensaio sobre faixas multicoloridas.

As faixas multicoloridas são um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva formando um arco multicolorido.

Recentes descobertas apontam que existem três tipos diferentes dessas faixas multicoloridas, são elas:

O arbo-íris:

Os arbo-íris são faixas multicoloridas que se formam no céu (e em nossos corações, eventualmente, quando presenciamos algo doce), eles têm apenas 5 cores.

E são elas: Vermelho, Amarelo, Verde, Azul e Roxo.

Os arco-íris:

Os arco-íris são as mais comuns e conhecidas faixas multicoloridas que se formam no céu (e em nossos corações, eventualmente, mas dessa vez quando vemos algo incrivelmente doce), eles têm 7 cores.

E são elas: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Roxo.

E por fim (e mais impressionante) os arto-íris: Os arto-íris são raríssimas faixas multicoloridas que só se formam em nossos corações e em situações muito espefícicas, como, por exemplo, quando presenciamos um outro fênomeno muito menos raro e bem mais especial que é o sorriso do meu Patinho ♥, ou quando recebemos o abraço do menino dos cabelos de criança, os arto-íris têm 12 cores. São elas: Rosa, Vermelho, Laranja, Amarelo, Alegria, Piscina no Verão, Grama de Pic-nic, Verde, Chá de Hortelã, Anil, Azul e Roxo. E é por isso que, sempre, sempre "the pleasure and the privilege" will be MINE.

domingo, 7 de março de 2010

Sempre dobradinha.

Ou: Pra quem acompanha o videolog. Quinta: Sexta: E embora meus planos fossem de fazer todos os dias um, eu, nesse final de domingo, percebo que é impossível fazer um no sábado e outro no domingo. Daí eu fiz uma espécie de dublo que ficou diferentão e eu posto daqui alguns dias :)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Kiwii.. I ate you.

Gente, venho por meio deste comunicar que estou fazendo uma espécie de vídeo-log, com uma proposta diferente desse blog e tudo, mas.. pra quem quiser me conhecer um pouco mais, é bem válido. O canal é: www.youtube.com/kiwiiiateyou Esse foi o primeiro vídeo: E esse é o vídeo de hoje: Espero que vocês gostem e acompanhem. Beijos!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Passagens.

Eu sou o tipo de garota que anda com uma escova e pasta de dente, porque às vezes a gente tem que escovar os dentes e às vezes a gente não mora em lugar nenhum.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Domingos são sempre melhores.

Último sábado, antes da apresentação, eu vi meu ex. Faz quase um ano que ele me chutou, eu vi ele, não sei exatamente como me senti, mas atrapalhou minha concentração. Nosso público foi bom, até.. Eu cheguei ligeiramente atrasada, mas não teve nada não, meu diretor não brigou. Saí correndo pra uma festa a fantasia que foi bem legal, me machuquei, suei, dancei e.. não foi suficiente. Então liguei pros meus amigos e - não - dormi por lá, foi genial e engraçadíssimo, sabe? Fiquei sabendo que jamais teria uma segunda chance com uma pessoa querida. De qualquer forma, não dramatizemos.. No domingo cheguei no teatro meio cagada ainda por me sentir "por ter vendido a alma ao diabo..", tenho cantado essa música o dia todo, mas não era disso que eu falava, dizia que me sentia sonolenta, sem perspectivas - afetivas - mas não triste, enfim.. Cheguei no teatro mais cedo e por caminhos loucos que só autorizados do teatro conhecem fui parar na platéia superior de uma Cinderela.. engraçadinha? Não sei ainda o que achei do final daquela peça, penso que achei engraçadinha, não sei.. Sei que vi e quando fui pro camarim as meninas já tinham chegado. Ah, pra variar eu, antes de ir ver a Cinderela, já tinha levado todo nosso material para os camarins. Depois de cumprimentá-las e me trocar, o diretor avisou que ia abrir, abriu, fiquei distraída, sempre demora um tempinho a começar a peça, quando me dei conta já deveria estar no palco e estava conversando com um quase-coelho-loiro, corri e dei minha fala, ninguém percebeu.. Terminei a peça molhada de suor, feliz e decepcionada, um amigo platônico que tinha prometido ir não foi, mas.. foi melhor, teria ficado ansiosa e trêmula, acho. Domingos são sempre melhores, não sei bem porque, mas sempre tem mais público e energia. Andei pela rua dos Ingleses, olhei aquela vista e aquele show sem público com aquela colega de profissão que fumava elegantemente, ganhei uma carona na subida e resolvi ir pra estação Trianon-Masp do metrô ou invés da Brigadeiro e por isso - e só por isso - encontrei meu melhor amigo e sua linda e querida namorada na frente da Reserva Cultural, conversamos, conversamos com mendigos e foi bom.. Cheguei em casa e comi brigadeiro. Agora estou aqui, vendo Sr. e Sra. Smith, achando esses dois um tesão, pensando que filmes de ação são muito toscos, querendo pedir pra Má ler o tarô pra mim e achando que isso não faz nenhum sentido, porque tenho minhas respostas e me sentindo uma pequena frustrada. Porque errei e não serei perdoada. É! Essa semana num sonho estranho tinha voltado com meu ex e estávamos felizes, meu psicólogo e ogum disseram que quando estou carente me volto pros bons momentos. Engraçado..

terça-feira, 2 de junho de 2009

Como conto pra amigos.

Ok, então eu acordei e fui buscar meus trabalhos (que realmente foram trabalhosos de se fazer) e, adivinha? Tinham ROUBADO. Exato, tinham roubado. Tipo.. PRA QUÊ? E que tipo de pessoa rouba TRABALHOS ESCOLARES? Fiquei muito furiosa, muito, muito mesmo. Daí deixei um bilhete mal educado no hall: "Caros condôminos, Favor só recolher as correspondências endereçadas a vocês. Violação postal é crime." Mandaria beijos, mas minha letra estava muito grande e disforme por conta do ódio e não coube, enfim.. Daí, como se não bastasse, minha mãe veio brigando comigo porque eu tinha ficado furiosa e estava criando um clima de fúria muito desagradável, estava carregando as energias e essa porcaria toda, ok. Fiquei com mais ódio, me enfiei nos fones de ouvido e comecei a ouvir uma banda muito horrorshow que fala sobre ultra-violence, prostituição, assassinato, incêndios e esse tipo de coisa boa pra se ouvir com ódio. Aí, de brincadeira e só pra me aliviar, comecei a matar as pessoas da rua, olhava pra elas e imaginava que eu tinha um machado e o direito de arrancar as cabeças das pessoas se eu quisesse, só salvei um senhor que tinha jeito de ser muito inteligente, de resto, matei todas, além de ter quebrado um monte de lojas com meu bastão de baseball imaginário e tudo mais, foi cem por cento e eu fiquei um bocado feliz. Mas aí, quando eu estava queimando uma fábrica, me veio um pensamento bem infeliz na cabeça, pensei que algum sádico desgraçado que nem eu podia incendiar a escola do meu irmão de repente, se quisesse, daí fiquei com ódio e meio deprimida, então pra aliviar comecei a pensar na minha peça, o dia da apresentação e tudo, as meninas estavam lindas, todo mundo muito bem arrumado e cheiroso, aquela coisa toda elegante de teatro, mas de repente minha imaginação foi acontecendo sozinha (ela sempre faz isso, parece um ser independente) e nessa imaginação eu via a peça da platéia, aliás, nem da platéia, eu estava de pé na frente do palco. O estranho é que não estava atrapalhando ninguém porque estava lá mas NÃO estava lá, é como se fosse eu um espírito. Então no final da peça as garotas iam ao microfone, muito emocionadas e tudo e colocavam uma foto minha no telão (essa: http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?rl=pc&uid=4838635002711753017&aid=1226129778&pid=1243563712031$pid=1243563712031 , pra ser mais exata) e depois começavam um discurso choroso sobre como gostariam que eu estivesse lá, explicaram que eu era uma atriz do grupo que tinha acompanhado todo o processo mas que, infelizmente, na reta final tinha sofrido um acidente de carro com minha mãe e morri. O engraçado é que um monte de amigos meus estavam na platéia mesmo assim, eles jogaram rosas no palco, choraram.. foi tão triste que eu acordei chorando do meu devaneio. É, eu sei, às vezes eu posso ser um bocado estranha. Mas daí eu fui numa lan house, imprimi meu trabalho e cheguei atrasada na aula. A sorte é que todo mundo chegou, inclusive a professora (e ela, graças a Zeus, mais do que eu), a única questão é que mudamos toda a estrutura do nosso programa e por conta disso todo o stress por conta do trabalho foi em vão, mas de qualquer forma tudo ficou melhor. Agora ao invés daquelas perguntas tontas vou poder entrevistar o RAFA sobre o "EXTREMAMENTE ALTO E INCRIVELMENTE PERTO", ok? Isso mesmo, estou até meio emocionada.. sério. Sem contar que ela falou que entrevistará o Marcelino Freire e quer que.. AIMEUZEUS.. quer que ESTEJAMOS PRESENTES! É, nós vamos conhecê-lo e presenciar a entrevista, digo, é uma possibilidade não confirmada, mas só dela ter cogitado.. é tão lindo.. sério.. e pensar que eu sentia medo dela antes. A Paula é um anjo, um anjinho lindo, é mesmo. :D Aí depois tivemos aula de montagem e foi legal e tudo. Amanhã vou levar o Biel comigo e depois do ensaio e das fotos (amanhã o fotógrafo vai lá pra fazermos as fotos da divulgação e tudo) vou levá-lo na Cultura e talvez o André nos encontre lá e.. ah.. poxa, amanhã tem tudo pra ser um dia ótimo, sério mesmo, estou zuper empolgads ok. Mas hoje levei um baita susto, baita mesmo, horrível.. Eu estava lendo sentada na calçada (porque lá bate sol e eu estava congelada) e as meninas já tinham ido embora, ok, tudo belo e tal eis que.. EIS QUE as três descem a rua correndo desesperadamente atrás de uma viatura. Pensei: oi? E fui lá, né.. A Lê tinha sido assaltada, o cara estava com uma arma e ficou ameaçando ela e ela estava toda abalada e foi horrível.. As outras duas tiveram que ir embora, mas eu fiquei lá com ela, fomos na delegacia, fizemos o boletim e lá se foi minha tarde. Agora tenho que fazer três mil e duzentos trabalhos que não sinto a mínima vontade, mas já adiei demais e.. mesmo sem vontade estou com vontade, sabe? É que eu preferia assistir "Veludo Azul" ou coisa que o valha, mas não é de tudo ruim fazer os trabalhos, enfim..