Ok, então eu acordei e fui buscar meus trabalhos (que realmente foram trabalhosos de se fazer) e, adivinha?
Tinham ROUBADO.
Exato, tinham roubado.
Tipo.. PRA QUÊ?
E que tipo de pessoa rouba TRABALHOS ESCOLARES?
Fiquei muito furiosa, muito, muito mesmo.
Daí deixei um bilhete mal educado no
hall:
"Caros
condôminos,
Favor só recolher as correspondências endereçadas a vocês.
Violação postal é crime."
Mandaria beijos, mas minha letra estava muito grande e disforme por conta do ódio e não coube, enfim..
Daí, como se não bastasse, minha mãe veio brigando comigo porque eu tinha ficado furiosa e estava criando um clima de fúria muito desagradável, estava carregando as energias e essa porcaria toda,
ok.
Fiquei com mais ódio, me enfiei nos
fones de ouvido e comecei a ouvir uma banda muito
horrorshow que fala sobre
ultra-
violence, prostituição, assassinato, incêndios e esse tipo de coisa boa pra se ouvir com ódio.
Aí, de brincadeira e só pra me aliviar, comecei a matar as pessoas da rua, olhava pra elas e imaginava que eu tinha um machado e o direito de arrancar as cabeças das pessoas se eu quisesse, só salvei um senhor que tinha jeito de ser muito inteligente, de resto, matei todas, além de ter quebrado um monte de lojas com meu bastão de
baseball imaginário e tudo mais, foi cem por cento e eu fiquei um bocado feliz.
Mas aí, quando eu estava queimando uma fábrica, me veio um pensamento bem infeliz na cabeça, pensei que algum sádico desgraçado que nem eu podia incendiar a escola do meu irmão de repente, se quisesse, daí fiquei com ódio e meio deprimida, então pra aliviar comecei a pensar na minha peça, o dia da apresentação e tudo, as meninas estavam lindas, todo mundo muito bem arrumado e cheiroso, aquela coisa toda elegante de teatro, mas de repente minha imaginação foi acontecendo sozinha (ela sempre faz isso, parece um ser independente) e nessa imaginação eu via a peça da
platéia, aliás, nem da
platéia, eu estava de pé na frente do palco.
O estranho é que não estava atrapalhando ninguém porque estava lá mas NÃO estava lá, é como se fosse eu um espírito. Então no final da peça as garotas iam ao microfone, muito emocionadas e tudo e colocavam uma foto minha no telão (essa:
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?rl=pc&uid=4838635002711753017&aid=1226129778&pid=1243563712031$pid=1243563712031 , pra ser mais
exata) e depois começavam um discurso choroso sobre como gostariam que eu estivesse lá, explicaram que eu era uma
atriz do grupo que tinha acompanhado todo o processo mas que, infelizmente, na
reta final tinha sofrido um acidente de carro com minha mãe e morri.
O engraçado é que um monte de amigos meus estavam na
platéia mesmo assim, eles jogaram rosas no palco, choraram.. foi tão triste que eu acordei chorando do meu devaneio.
É, eu sei, às vezes eu posso ser um bocado estranha.
Mas daí eu fui numa
lan house, imprimi meu trabalho e cheguei atrasada na aula.
A sorte é que todo mundo chegou, inclusive a professora (e ela, graças a Zeus, mais do que eu), a única questão é que mudamos toda a estrutura do nosso programa e por conta disso todo o
stress por conta do trabalho foi em vão, mas de qualquer forma tudo ficou melhor.
Agora ao invés daquelas perguntas tontas vou poder entrevistar o RAFA sobre o "EXTREMAMENTE ALTO E INCRIVELMENTE PERTO",
ok?
Isso mesmo, estou até meio emocionada.. sério.
Sem contar que ela falou que entrevistará o Marcelino Freire e quer que..
AIMEUZEUS.. quer que ESTEJAMOS PRESENTES!
É, nós vamos conhecê-lo e presenciar a entrevista, digo, é uma possibilidade não confirmada, mas só dela ter cogitado.. é tão lindo.. sério.. e pensar que eu sentia medo dela antes.
A Paula é um anjo, um anjinho lindo, é mesmo. :D
Aí depois tivemos aula de montagem e foi legal e tudo.
Amanhã vou levar o
Biel comigo e depois do ensaio e das fotos (amanhã o fotógrafo vai lá pra fazermos as fotos da divulgação e tudo) vou levá-lo na Cultura e talvez o André nos encontre lá e.. ah..
poxa, amanhã tem tudo pra ser um dia
ótimo, sério mesmo, estou
zuper empolgads ok.
Mas hoje levei um
baita susto,
baita mesmo, horrível..
Eu estava lendo sentada na calçada (porque lá bate sol e eu estava congelada) e as meninas já tinham ido embora,
ok, tudo belo e tal eis que.. EIS QUE as três
descem a rua correndo desesperadamente atrás de uma viatura. Pensei:
oi?
E fui lá,
né..
A Lê tinha sido assaltada, o cara estava com uma arma e ficou ameaçando ela e ela estava toda abalada e foi horrível..
As outras duas tiveram que ir embora, mas eu fiquei lá com ela, fomos na delegacia, fizemos o boletim e lá se foi minha tarde.
Agora tenho que fazer três mil e duzentos trabalhos que não sinto a mínima vontade, mas já adiei demais e.. mesmo sem vontade estou com vontade, sabe?
É que eu preferia assistir "Veludo Azul" ou coisa que o valha, mas não é de tudo ruim fazer os trabalhos, enfim..