domingo, 8 de agosto de 2010

Como um espectro ruim, você continua pairando, Sobre esse amor que não te diz respeito em uma vírgula sequer. Como um fantasma persistente você continua a me observar, E se não observa, de alguma forma me faz pensar que sim. Como uma garota que não acredita em fantasmas te ignoro, E por te ignorar respeito esse amor tão grande.
Meu & dele ;

sábado, 31 de julho de 2010

Brasília.

Eu não carregava nenhuma espécie de expectativa.
Na verdade, ok, talvez eu carregasse. Minhas expectativas giravam em torno de ser massacrada por terríveis monstros do armário. E o que aconteceu foi bem diferente.
Uma vez que os monstros sequer eram monstros.
Eram todos doces e agradáveis, além de um bocado geniais e cheios de talentos diversos, eram bichinhos de pelúcia, macios e com cheirinhos variados (incluindo morango, baunilha e até uns mais exóticos - e igualmente adoráveis - tipo terra molhada).
Além de terem essa forma, ao invés de me mostrarem um armário escuro e frio, eles me mostraram um mundo completamente diferente, um mundo... fofo. Parece-te chula a palavra fofo? Aposto que sim, é tão usada quanto qualquer outro adjetivo para coisas legais, o que pode vir a não ser exatamente legal. Mas perceba o peso que ela carrega nesse contexto, não me refiro a nada figurativo, o mundo que eles me apresentam é de fato fofo.
Quando alguém tropeça, aproveita para tirar uma soneca. Entendem?
Sem contar os abraços, os bolinhos e a sincera preocupação em me fazer sentir completamente inserida naquele mundo que não era meu.
Estou no mundo fofo há oito dias, ficarei por mais pouco tempo (bem menos do que eu realmente gostaria, juro por geléia de morango), mas bem sei que cada novo dia superará o anterior em sorrisos sinceros e gargalhadas que fazem nossa barriguinha doer, porque, como diria Regina Spektor "This is how it works" por aqui.
E que sempre funcione assim, jamais se acabe e nunca mude.
Sentirei saudade de você, mundo fofo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Blowing Dandelions.

Há quem me pergunte:
- Qual a graça de assoprar um dente-de-leão?
Eu costumo responder que se você assopra um dente-de-leão no momento certo, no lugar certo e na hora certa, desse, nascem mais mil.
Depois disso há ainda quem indague:
- E qual é a graça de multiplicar dentes-de-leão?
Pra essas pessoas eu faço algumas perguntas, do tipo:
- Você já esteve em um campo de dentes-de-leão? Já sentiu sua perna sendo acariciada por nuvens (porque, sim, errado está quem pensa que nuvens são feitas de algodão, quem pensou isso esqueceu que até o algodão machuca e as nuvens não)? Já se deitou e viu pequenos flocos de neve se levantarem da terra e ao caírem de leve, notou que não era frio que sentia, e sim o carinho, daquelas plantinhas macias no seu rosto relaxado? Você já esteve no céu?
Bem, está aí a graça de assoprar dentes-de-leão.
Agora quando você ver um, observe a direção do vento e se há terra por perto, se tudo estiver ok, assopre.
Quem sabe um dia você também não visita o céu.

domingo, 18 de julho de 2010

Caros leitores,

Como com mais de 4 anos (bem mais aliás, né?) de blog eu ainda sou newbie e não sei criar enquetezinhas bonitinhas aqui no canto, fica a "enquete" por aqui e vocês, por favor, respondam nos comentários.
Devo continuar postando os vídeos do meu canal do youtube nesse estimado espaço?
Sim?
Não?
Talvez?
Tem gente que diz que só conseguia comentar por aqui e há quem ache repetitivo, agora é com você (só pra terminar com um bordão chato que nem sei de quem é, beijocas)!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Avalanche de vocês,
Meu espírito aspirando perdições,
Cristãos perdidos,
Perdidos achados.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Em minhas mãos,

E tudo que você fazia era jogar tudo em minhas mãos. E até agora, na hora de dizer adeus, você não diz. Você me faz te desamar, ao ponto de ter que ir embora, há um ano você não me ama, mas ao invés de ir, ao invés de ir você mudou, você mudou e agora eu que tenho que me encarregar de jogar as sacolinhas na lixeira. Como quando minhas tias, com um monte de comida acumulada, pediam pra empregada me trazer coisas que elas sabiam que eu jamais comeria. Dessa forma tudo seria jogado no lixo e elas fingiriam não saber, fingiriam não dizer respeito a elas que comida boa estivesse sendo desperdiçada. Sempre a culpa foi e será minha. Por isso também, por desde muito pequena ter me acostumado a carregar todo o peso do mundo nas costas na concepção - bem culpada, mas disfarçando - alheia, é que eu não me importo. E termino sim com você. Pior que isso: Através dessa carta. Uma vez que será difícil pra mim suportar mais três meses. Pode comemorar por aí mesmo, no seu glorioso intercâmbio: parabéns, você venceu, arruinou nosso amor, o amor que prometemos cuidar todos os dias. O amor que você negligencia há meses, há um ano. Parabéns, nosso amor está oficialmente declarado qualquer coisa, diferente de amor. Sem amor, Beto.

domingo, 27 de junho de 2010

Peter Pan & Manuela.

Ela tinha olhos alegres, gostos simples e oito anos.
Por que será que ultimamente não consigo mais desenvolver histórias a respeito de gente grande?
Na sua condição de criança não costumava pensar em nada que não a deixasse feliz.
Talvez eu só esteja cansada de toda essa gente que curte se fazer de infeliz.
Manuela tinha esses grandes olhos cor-de-mel encantadores, um sorriso de lábios finos e a moldura do seu rosto era uma cascata cacheada de cabelos acaju.
Gostava de se auto-denominar aventureira. Estava sempre passeando em lugares "perigosos" com seus pais. Florestas cheia de capivaras ferozes e a qualquer momento poderia até aparecer uma cobra ou uma jaguatirica (que, por sinal, a menina sempre associava com um réptil asqueroso, embora soubesse que se tratava de um felino um pouco bravinho e bem fofo).
A menina gostava de andar descalço quando viaja para praia, mas na cidade jamais tirava suas meias, só para tomar banho.
E tomando banho ela viajava sempre para as mais recônditas áreas de oceanos nunca descobertos. Oceanos com pássaros nadadores, bananas bailarinas, sorrisos de bolhas de algodão e água que não afogava, abraçava.
Por contas desses longos banhos de banheira e sua fértil imaginação, a pequenina tinha um ótimo fôlego.
Ela fazia natação e sempre ganhava dos seus amiguinhos nas competições de "quem fica mais tempo embaixo d'água sem respirar".
Além de natação Manuela - ou Nunuca, como seus primos e amigos chamavam-a - estudava flauta e adorava andar por aí fazendo barulhos com seu instrumentinho.
Era uma menina por vezes obediente e doce, por vezes birrenta e antipática - embora essa segunda combinação fosse bem mais rara.
Gostava de leite com chocolate, tinha seu primeiro edredon, bichinhos de pelúcia e bonecas, assim que chegava da escola corria pra frente da tv pra ver se ainda estava passando pokémon e nas férias assistia todos os desenhos da manhã.
Gostava de ver o pôr-do-sol em cima da árvore da sua vó.
Era sonhadora e engraçada. Uma menininha como qualquer outra.
Manuela era comum e gostava de ser, queria ser comum e pequenina para todo o sempre.

domingo, 20 de junho de 2010

Então você sente que nada disso faz sentido, porque não faz e nunca fez.
Você ouve o sino dos ventos do lado de fora da janela, sente o vento passar entre as frestas que se arrepiam e pensa em alguém que não estará por perto tão cedo, mas esse não é o cerne da sua apatia.
A grande questão talvez seja que seus objetivos parecem tão inalcansáveis que não vale mais a pena tentar algo que só te fará fracassar. Mas por que tanto pessimismo?
Não é pessimismo: É apatia!
Não quer mais escrever por quê? Ele te pergutna preocupado.
Porque a arrogância escorre por cada palavra dessas pessoas que estão mais preocupadas em ser aclamadas do que se expressar. Responde você se perguntando por que do dia pra noite isso passou a importar tanto.
Talvez você só esteja cansada, você pensou que dormir adiantaria mas isso já perdura por tanto tempo que você começa a se preocupar.
O que você pode fazer pra mudar qualquer coisa? Esperar?
Aí é o ponto em que a gente vê que sua preguiça talvez seja a sua questão, ou não?
Você está bem cansada mesmo, da maioria das coisas.. Só queria algo novo, algo que não cheirasse a mofo e te fizesse sorrir: Todos os dias.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Não forces.

Às vezes é natural, perder as vontades de vontade ter, perder o amor e amar não poder.
Às vezes é natural.
E eu só gosto do que é assim: Natural.