sábado, 12 de dezembro de 2009
Há coisa mais triste que ficar feliz em seguida?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A menina que via o mundo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pontos finais.
Gosto muito mais dessa fase e dessas amizades, é verdade.
Mas de qualquer forma a morte é sempre triste e morte de vivos penso que é pior.
Ver um muro de gelo crescer entre você e as pessoas que você considerava de confiança, amigas, irmãs.. ver que não faz falta, que não está incluída nos planos, que pra elas você virou um alguém de saudações leves.
É engraçado não poder fazer nada.. eu gritaria, mas desmentiriam tudo e então meu coração gritaria, prefiro que nada grite, prefiro deixar esse silêncio e esse espaço cada vez ir crescendo mais entre nós.
Um dos meus guias, um muito querido, me disse nesse último sábado: "Se eles vão pra longe, é porque não merecem estar perto", acho que não mesmo.
Não dou a mínima, na verdade, na maior parte do tempo, porque na maior parte do tempo estou ocupada demais sendo feliz pra pensar nesse tipo de coisa.
Mas às vezes no silêncio da noite, no farfalhar das árvores, no estourar de uma bolha de sabão, eu lembro daqueles sorrisos e da felicidade que eu já senti e que não sinto mais, nem sentirei, não mais por aqueles sorrisos.. que já não são mais os mesmos, já não mostram alegria, carinho ou nada positivo.. são só lembretes de que nunca será igual, por mais que se tente fingir.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Fuck and run.
Só ia até a esquina, estava frio e eu com as pernas de fora.
Um sobretudo.
Todas aquelas coisas sobre poder que eu sempre quis saber tinham acabado de me ser ensinadas, eu sabia, tinha o poder e pernas de fora, onde eu poderia usar nesse momento.
Olhei pra um pássaro e até ele. Se vocês soubessem o quanto eu detesto pássaros..
Ontem depois de meses sem pensar nisso o principio da minha dor tinha se instalado em mim, pensei: "É quase intrínseco do meu ser". Briguei comigo mesma por ser covarde o suficiente pra aceitar aquilo como "meu".
Pensei em como as coisas tinham mudado entre nós eu e ele, o outro ele e o outro. Eram tantos "ele" que não poderia haver um só. Minha boca vermelha se abriu num sorriso, num sorriso que sabia o porquê do sorrir. Eu andava sempre com ele de canto na boca.
Lembrou de uma de suas músicas favoritas enquanto o frio e o pássaro olhavam pra suas pernas: "'Fuck and Run'? Ok", correu até não sentir frio.
Sentou numa calçada, acendeu o cigarro, riu de canto e repetiu: "Fuck and run", olhou pra outro pássaro que passava, completou: "With or without my best intentions".