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segunda-feira, 24 de maio de 2010

É, eu não sei, mas às vezes penso, que até o fato dos seus olhos serem azuis, é mais uma coisa que só serve pra me ridicularizar. Sabe? Poemas com personagens de olhos azuis
{azuis profundos, azuis límpidos, azuis da cor do céu, azul como o mar, azul piscina, azul água fresca num dia quente, azul penetrante, azul forte, azul que te quero azul, azul como o amanhecer frio}
Existem mais de mil. Nasces-te assim só para vulgarizar minha possível poesia. Se você é todinho como é, seu rosto perfeitamente simétrico, seu sorriso branco e perfeito que de um jeito tão único - e, novamente, já tantas vezes descrito - se estende até os olhinhos, se o seu abraço aquece também a alma é puramente pra que eu escreva o que já foi escrito antes;

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O melhor que eu puder.

Eu quero viver num mundo onde segundas chances existem. Eu quero viver num mundo onde você existe. Eu quero viver num mundo de melhores amigas enérgicas que só querem o bem no fim das contas. Eu quero viver se for pra saber que você sorri em algum outro lugar. Eu quero estar aqui se puder te imaginar esmagado no meu abraço. Eu gosto desse lugar, juro que gosto.. As cores parecem mais vivas e seus olhinhos piscantes cheios de cílios fazem meu coração se aquecer. Obrigada por existir, menino das palavras.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Amany.

Depois de sair do trabalho, foi fazer outro que não sabia bem como iria ser, chamou um amigo e foram.
Foi estranho e divertido.
Tomaram Yakults e comeram pêssegos sentados na calçada.
Ela gostava muito de estar perto dele, se obrigava a ficar acordada o tempo que fosse se ele estivesse por lá.
Engraçado, se conheciam há tão pouco tempo.. Mas não é sobre esse amigo a história de hoje.
Se fosse seriam só sorrisos e a história de hoje é só lágrimas.
Ele disse que eles poderiam sim conversar, mais que isso, ela pediu "Deixe-me presenciar sua indiferença pra poder seguir em frente" e ele respondera "Se for pra me esquecer, que seja longe de mim" e quando ela disse que não era isso que ela queria e mesmo assim ele concordou em vê-la o coração dela se tornou tão colorido quanto um coração pode se tornar.
Por 12 horas ela acreditou em finais felizes e segundas chances.
Como passara a madrugada do sábado para o domingo acordada com aquele amigo dos sorrisos dormiu com o telefone do lado da cama.
Ele disse que ligaria pra marcarem direito, mas de antemão tinha dito "Domingo de tarde, na Cultura".
A Cultura era um lugar que representava muita coisa pra ela e agora terá de ser abandonada, assim, de modo drástico mesmo, enfim...
Na Cultura domingo, ok.
A menina trabalhava também aos domingos, não tinha problema, dava tempo...
Tempo... como o tempo passou doloroso aquela tarde.
Chegou às 14h.
Sentou-se na poltrona onde conversaram de verdade pela primeira vez há exatamente um ano e três dias atrás.
Esperou.
Pegou um livro e tentou ler.
Não conseguiu.
Esperou.
Olhava em volta, no celular, esperava.
15h.
Foi até o banheiro, tentou parecer bonita.
Não era bonita.
Voltou.
Esperou.
16h.
Ela tinha que ir às 17h.
Esperou.. olhou o celular.
Tentou ligar pro número que tinha recebido uma ligação dele no dia anterior.
Nada.
Esperou.
Olhou.
Chorou.
Três gotas quentes escorriam.
Cinco.
Doze.
Duzentas gotas quentes e doloridas.
Soluços.
17h.
Ela foi.. Andou, andou, seus pés doíam, usava um sapato de boneca, tinha se arrumado cautelosamente pra ele, pra parecer um pouco mais qualquer coisa que ele quisesse.
Havia colocado meia calça, eles brincavam de beliscar a perna dela fingindo puxar a meia, coisa deles, então ela estava de meia calça mais uma vez.
Começou a chover, a chuva fria na tarde quente molhava tudo nela, o coração latejava, os soluços chamavam atenção na rua.
Ela não queria se controlar, se controlar significava fingir e ela não era assim.
Entrou no trabalho preocupando todo mundo.
Abraçaram-na e ela pode se libertar um pouco daquele grito preso, daquela sensação de abandono absoluto, daquela estaca enfiada com maldade.
Se saiu bem no trabalho, melhor até do que das outras vezes, dizem que teatro cura.
Cura mesmo.
Pena que dura só o tempo de palco e depois vai embora.
"Não chore",
"Pode ser apenas um mal entendido",
"Você é linda",
"A minha última chance foi embora ano passado e eu tenho quase 30, você é jovem ainda, tem muito pra viver. Olha como eu estou agora"
ele estava mesmo completamente feliz e apaixonado.
Mas até quando? 
Ela não acreditava mais em nada.
Só acreditaria se tivesse sido um mal entendido.
Andou pela Av. Paulista procurando em cada rosto um vestígio dele.
Nada.
Chegou em casa depois da meia noite com os olhos mais inchados que nunca.
Continuou esperando um mal entendido.
Rezou. Rezou, rezou sem saber pra quem e porquê, queria um milagre, um mal entendido de presente.
Não ganhou.
A única notícia que obteve no dia seguinte foi:
Ele: "Não estou mais em São Paulo."
Ela: "Entendo. E eu fiquei doze horas esperando, com todas as esperanças do mundo e um presente. Eu me arrumei com cuidado pra você. Passei um perfume que me faz cheirar a morango. Eu acreditei em segundas chances pra mim.. De qualquer forma, obrigada, agora posso voltar a realidade. Ponto final."
Jamais enviou, graças a um erro cibernético e jamais enviaria.
O ponto final pra ele já tinha sido dado faz tempo, então não era necessário avisar que era vez dela de acabar com aquilo.
Fim.

domingo, 31 de janeiro de 2010

I just lost my mind.

Um dia estava tudo bem, no outro ele apareceu e junto minha urgência de encontrá-lo. Eu não o conheço ainda, mas nada tem a mesma graça quando não estou "com ele" ou "esperando por ele", o que é triste e patético, eu sei, mas só tem um remédio, um remédio único. Aliás, têm dois, um mais acessível, porém mais imbecil e outro pleno, porém tão difícil. Eu quis tanto sentir isso de novo e por que nessas circunstâncias? Eu não posso falar pra ninguém, ninguém pode me entender. "É tão precipitado", eles dizem, mas eu sei, só eu sei.. Essas febres alucinantes, meu Deus, até emagrecendo eu estou! Ele diz que gosta de ver meu rosto "Ponha o cabelo para trás", ele pede e então eu penso em deixar minha franja crescer novamente, porque assim não teria que por para trás. Ele sorri e diz que sentiu saudade o dia inteiro. Como? Será verdade? Ele me apresenta amigos que dizem "Oh, então é você?" e eu não sei como reagir. Até uma foto do computador ele tirou e disse "Agora eu tenho uma foto sua, aliás, você é minha namorada agora" ele diz rindo e os amigos dele sorriem junto. "Eu senti sua falta o dia inteiro" e diz meu nome com ânsias de apaixonado.. Eu tenho vontade de dizer pra ele não brincar com esse tipo de coisa, mas ele iria embora. Será que iria? Mas como aquilo poderia ser verdade? Será que existe alguém com a mesma capacidade instantânea de amor que a minha no mundo? Será que é ele? Eu sempre sonhei com alguém assim e sempre significa desde que eu posso me lembrar, ele preenche absolutamente todos os requisitos e eu me casaria amanhã, se ele quisesse. Ah, se Londres fosse mais perto de São Paulo..

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Londres, São Paulo.

Eles tinham tédio e ele grandes olhos azuis. "Mostre-me seus seios", "Idiota, eu pensei que você fosse legal". Mesmo assim ela continuou o papo, é que ele era divertido e tinha um sorriso incrivelmente sincero, além da questão do tédio, que continuava. "Você é bonita". Ela o achou lindo, lindo, mas ficou quieta. Conversavam no idioma dele, ela se sentia insegura, não queria falar besteiras. Aquela empolgação doentia se apossou do coração dela, quais eram as chances dele aparecer? Quais eram as chances.. Minha nossa, que sorte tinha tido. Eles conversavam banalidades, se chocaram quando descobriram a banda preferida em comum, se chocaram quando começaram a falar de sentimentos, se chocaram porque não era nem ao menos chocante, era só coincidente, era só inusitado. "Quão entediada você estava pra entrar naquele site?", ela disfarçou a pontada de ofensa que sentiu por gostar do site e fingiu que era aquele o único motivo.. se ao menos ele conseguisse enxergar ela enrrubrecendo. Ela falou dos olhos e sorriso dele, ele disse que não gostava do segundo, ela não entendeu nada porque os dentes eram brancos e perfeitos, disse que ele não fazia sentido e ele riu. Como gargalhava aquele menino! Tinham a mesma idade, que engraçado, ela pensava, que engraçado ter a mesma idade.. ela sempre era mais nova e agora não era mais. Eles conversavam banalidades, a família dele morava na Califórnia, ela tinha brigado com a mãe, ele já tinha vindo pra São Paulo quando pequeno, ela era atriz. O tempo passou e o coração dela disparava cada vez que aquele sotaque e aqueles olhos se dirigiam a ela "Que sorte!", pensava. "Eu não entendi", ela falou mais vezes do que gostaria e ele sempre repetia paciente e sorrindo. "Eu tenho que ir, amanhã eu tenho coisas da escola pra fazer", três horas de diferença de um país pro outro, o dele escurrecia mais cedo e no dela já era tarde "Ah, não", ela disse, "Amanhã nos falamos, ok? Amanhã quero você aqui, amanhã de noite", "Então amanhã estarei aqui", ela respondeu sorrindo, "É sério, senão eu choro", ele brincou. E eles ficaram como um casal bobo dizendo "Não, eu que choro", até que ela disse "Ok, mas os dois estaremos aqui", "Estaremos", acenaram com as mãos. Ele foi embora e o coração continuava disparado, aquela sensação que há tanto tempo ela não experimentava, minha nossa, minha nossa! "Estou apaixonada de verdade", disse pra uma amiga. "Eu sei", ela respondeu. Sua cabeça girava e ela pensava no namorado que jamais chegou perto de destrancar a primeira chave do seu coração e agora esse estranho, esse completo estranho vinha e nem precisava de chave pra entrar, já estava lá, como se estivesse desde sempre. "Meu Deus", repetia, "Meu Deus". E colocou fotos novas para que ele pudesse ver e desmarcou compromissos que teria na noite seguinte pra estar lá como o combinado e começou a lembrar todas as perguntas que tinha deixado de fazer: "Será que ele gosta de Bowie? De Buñuel? De Bergman? E de Death Cab? Será que ele está pensando em mim? Óh, que tolice! Será que ele acharia meus desenhos bonitos? Será que ele realmente me acha bonita? Será que ele gosta de Burton? Será que ele vai gostar de Júpiter Maçã? E será que o Luis vai aprová-lo? Ora, que besteira, ele sempre aprova! Será que ele tem um perfume bom? Será que um dia ele volta pra cá?", ele ficou online novamente ao mesmo tempo que seu namorado falou com ela. Não tinha vontade de responder, não tinha vontade de fazer nada, queria conhecer ele melhor, queria ir pra lá. Ele: Londres. Ela: São Paulo. Eles..

sábado, 12 de dezembro de 2009

Há coisa mais triste que ficar feliz em seguida?

Tem coisa mais triste do que restaurar enfeites de natal feitos de madeira muito mais velhos que você pensando em ti? É claro que onde quer que eu olhe algo me faz lembrar e eu sei que pode te soar absurdo já que você não chegou a vir em casa, mas nós falávamos sobre tudo, inclusive sobre esse lugar, então.. E outro dia, lendo um texto seu, citas-te dois dos meus escritores favoritos, já lhe disse. Mas não sei se contei que acabo de completar minha coleção com todos os contos publicados do Hemingway.. Ou seja, sempre há um Hemingway a vista, sempre uma lembrança sua.. Aliás, sabe qual foi a primeira coisa que pensei saindo da Saraiva? "Se ele fosse ao menos meu amigo de novo, eu emprestaria pra ele". Não comprei na Cultura, lá estava mais caro e, de qualquer forma, desde que nossos vínculos foram definitivamente cortados eu evito qualquer coisa que possa me lembrar você quando estou por lá. Embora só o lugar seja suficiente pra me dar nó na garganta, lembrar conscientemente seria suficiente pra me fazer cair aos prantos e lágrimas não costumam me ajudar a ler melhor, então evito lembrar do seu sorriso tímido e catarinense, naquele puf azul, evito lembrar da sua camiseta do Strokes, o terninho que você usava e o primeiro abraço que me deu. Eu não ia confessar mas, já que estou aqui, a última vez que fui no Noitão do HSBC - sozinha, como de costume - chorei convulsivamente pensando na sua ausência e no quanto eu fui imbecil. Como eu pude, meu Deus, como eu pude? Se ao menos você tivesse sido um pouco mais claro.. se ao menos eu não sentisse tanto ciúme o tempo inteiro.. se ao menos eu conseguisse te dizer.. se ao menos essa maldita geografia não nos fosse tão ingrata.. se ao menos eu soubesse que a última vez que eu te veria você evitou-me não por rejeição, mas por medo da dor da partida, tudo teria sido absolutamente diferente. E agora eu não posso mais frequentar meus lugares preferidos sem me pegar falando com você ou choramingando "por que assim?", antes nós tivéssemos nos encontrados no Cambuci ou qualquer outro lugar que o valha. Eu sento na frente do Safra, naquele mesmo lugar, exatamente o mesmo lugar que você ficou bravo comigo pela primeira vez e fico olhando pra cada pessoa que passa e às vezes imagino que você vem ao meu encontro.. Você sai do metrô Consolação e vem andando com um sorriso, aquele seu sorriso.. é lindo, eu nunca te disse, mas acho a coisa mais linda.. Eu devo mesmo estar enlouquecendo, porque desde Av. Dropsie com você e sua tia não consigo mais entrar na FIESP e aquele lugar costumava ser minha casa. Eu não só perdi você, perdi o gosto por metade das coisas que mais amava. Voltar pra casa sempre teve um gosto amargo, mas quando eu volto necessariamente sinto um vazio horrível porque não é você que está do meu lado fazendo a incrível gentileza de me acompanhar até o Jabaquara.. Nem o André - que é um gentleman em carrara esculpido - nunca me cortejou de maneira tão gentil, me senti incrivelmente protegida e querida e nem assim consegui falar nada além de "Realmente, muito obrigada". E ainda há quem diga que sou boa com palavras.. Outro dia li o texto mais simplório e triste do mundo, do meu diretor. Ele dizia que não gostava mais de sair de casa porque São Paulo inteira lembrava-o da ex.. Então, de repente, uma pessoa que eu já não contava com, apareceu e me fez deferências, eu parei com esse texto, passei a rir e minhas lágrimas secaram. Eu esqueci porquê o escrevia..

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apatia.

Apatia. A parte, tia. Eu odeio falar com ódio "cala a boca que você não sabe do que está falando", mas às vezes.. Às vezes eu falo. Me arrependo no instante seguinte e volto pra minha apatia, porque sei, na verdade, que eles têm razão, eu que procuro minha depressão.. Mas deixa estar que sempre me disseram que depois da tempestade vem a bonança e sabe do que mais? Isso só não funcionou melhor pra mim por falta de tempestade. Ou não.. Ou foi por mera falta de admissão de tempestade, de qualquer forma eu sempre acabo bem e bem melhor que você. Você, seu cretininho prepotente, seu nada. Eu não tive culpa alguma de não poder oferecer meu amor quando você o quis, essas coisas a gente não escolhe, mas, fazer o fizestes, foi imperdoável. E mais imperdoável é continuar a pensar nisso. Então eu paro. E me invade a apatia. A apatia eterna, que duvido que dure mais que um dia e meio.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Surrealismo Litigioso.

- Eu ouvi você dizendo que não queria. - Eu ouvi eles te dizerem que eu não fazia nada daquilo, que era mentira. - Então você acha que eu duvidei? - Eu duvidaria. - De qual vertente? - Da sua alma. - Minha alma é nova pra você? - Se você quiser chamar assim.. - Você não conhece minha alma. - Acho que conheço suficiente pra dizer que você duvidou junto. - Eu mudei. - Mudou pra alguém que não duvidaria? - Não me importaria, nem pensaria em duvidar, não é problema meu. - Mas muda as coisas. - Você acha? - Mudaria pra mim.. - O que você tem que entender é que nós não somos a mesma pessoa. Não me importa nem se mudaria ou não pra você, porque eu te amo. E você diz que me ama, me pergunto o porquê da crueldade. - Porque eu te amo. - De que forma? - Detesto definições. - Você é previsível em toda sua pretensa diferença. "Detesto rotular" é uma maneira de dizer que você é covarde. - Talvez seja.. - Você é! - Quem é você pra dizê-lo? Nunca deixei você me conhecer, enquanto você se abria toda. - Ou fazia você pensar que sim.. eu posso manipular muito bem se quiser. - Mas acho que não deu certo, eu continuo te amando da maneira que você não quer. - Talvez eu queira. - Você reclama por que então? - Porque é tudo inconsciente.. - Me manipulas de maneira inconsciente? - Não, te manipulo conscientemente pra satisfazer meu inconsciente e fico seca. - Você nunca é seca. - Talvez eu seja sem o saber. - Seu coração? - O nosso.. Eles deram a mão, viram o pôr-do-sol e morreram por aí, sempre tentando voltar a ser o que um dia desejaram não amar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nesse exato marasmo.

Esse segundo é o melhor da vida de alguém. O momento que ela sempre esperou, nesse segundo alguém beija a boca do seu amado pela primeira vez e pensa na tolice que era imaginar que isso fosse impossível. Nesse momento uma senhora idosa conta histórias pro seu netinho em uma cadeira de balanço, ao mesmo tempo que um bolo assa no forno e a chaleira chia de alegria por tornar tudo quentinho. Justo agora um bando de adolescentes devem estar sorrindo por algum parque e desejando ter aqueles amigos pra sempre. Talvez eles estejam na praia ou na casa de campo do pai de algum deles.. Alguém está ganhando um anel de brilhantes que muito mais que um anel de brilhantes, significa a alegria de ter alguém que pensa que ela merece-o. Alguém volta pra casa de algum espetáculo muito bem sucedido e aplaudido, com um sorriso no rosto enorme, depois de ter ido comemorar com os amigos mais próximos. Alguma garotinha de longos cabelos castanhos presos num rabo de cavalo e olhos profundamente azuis solta bolhas de sabão num jardim bem iluminado e de temperatura agradável, enquanto sua mãe, sentada no banco do jardim, lê um romance do Gabriel García Márquez e suspira. Alguém está tirando a melhor foto de sua vida justo agora. Aquela que ele sempre se orgulhará e mostrará a todos. Alguns escritores, nesse momento, escrevem o último ponto final do livro de vai revolucionar pelo menos uma vida. Alguém sente e vê a vida de outra forma depois de terminar um desses livros nesse exato momento. Alguém recebe o resultado de uma prova que foi muito bem, depois de horas de estudo. Talvez uma menina de olhos bem verdes e dentes bem brancos, talvez um garoto de camisa xadrez, talvez uma senhora de coque e óclinhos.. Alguém de dieta sonha que come muito doces maravilhoso. Alguém ganha sua primeira partida de xadrez nesse momento. Alguém vê, despretenciosamente o resultado da mega-sena e, depois do pequeno atordoamento, percebe que ganhou. Esse alguém está provavelmente de chinelos e muito despenteado, quando recebe a notícia, esse alguém pode ter uns quilos a eliminar e ter acordado mal-humorado. Nesse segundo algum gênio inventivo inventa aquilo que a humanidade sempre quis mas até o exato momento ninguém sabia direito o que era.. Quem sabe um colchão que acomode seios e curvas, que acomode o braço que sobra no abraço na cama? Há uma menina escrevendo no seu blog, com a alegria que só um coração sabor geléia de morango e cheio de bons amigos pode ter. Uma ermã dá a mão pro seu ermão enquanto o guia pra escola, nesse exato momento. Tem alguém acordando de sorriso no rosto e notando que, não era sonho, ele de fato dormiu abraçando-a. Outra pessoa recebe uma mensagem linda, que a deixará de sorriso no rosto sempre que toda vez que lembrar. Alguém, de algum pais quente, mergulha numa cachoeira gelada e gostosa nesse exato momento. Nesse minuto alguém ouve uma "prece" de amor ao pé do ouvido. Alguém perdoa e faz as pazes. Alguém vai dormir, vestido com seu pijama e edredon mais velhos, porém mais confortáveis, sente aquele relaxamento que só sentimos indo dormir, depois de tomar um bom banho quente, esse alguém sente seu próprio perfume e oscila entre o quase acordado e quase dormido, o reino do sonhar. E você, o que está fazendo de grandioso agora? Dê a cada instante a oportunidade de ser o melhor da sua vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Entro nos seus sonhos e te acordo.

Eu venho estudando magia sem saber desde minha mais tenra idade. Coisas estranhas, boas e misteriosas, coisas que eu quero pra mim, vem sempre acontecendo, a vida flui fácil. Eu me apaixonei por você, você entrou na minha cabeça, saia e coração. Mas eu te repeli, como que por magia, qualquer estranha intuição de que algo bom o bastante pra me prender estivesse chegando, porque minh'alma é cigana, não quero que nada me prenda em lugar algum, por isso te repeli de uma forma bárbara, você não deveria mais me querer e eu não devia mais ter esperanças, porém.. O baralho, ele nunca mente, nossos abraços, muito menos. Já o seu nunca: mente! Eu continuo em você e você continua em mim.. Agora você dorme, naquela cama em que ficamos o tempo inteiro acordados, na mesma cama que nossos corpos apressados, sedentos e macios se sentiram completos. Você dorme tranqüilo, com a boca entreaberta, não sonha nada que se lembra amanhã, até que eu descido te violar, violar a paz do seu sono, entrar nele e te fazer querer-me mais. Fecho os olhos e mentalizo seu rosto, sua cama, estou do seu lado, pronta pra mergulhar na sua cabeça. Mergulho.. Estamos em um lugar tão neutro quanto uma praça, uso vestido e talvez você nunca tenha me visto usar um tão doce e ao mesmo tempo tão curto. Eu pego na sua mão. Você fica feliz e me beija, não mais com aquela ânsia sexual, não mais só com desejo, tem esperança no seu coração e por isso nossas almas se tocam. Você já tocou a alma de alguém? É uma sensação tão profunda que a qualquer momento pode ser revivida com um fechar de olhos, o toque de almas fica gravado pra sempre na nossa memória e sensação. E é assim que eu te acordo, com um beijo tocador de alma, uma sensação que você jamais esquece, a rara sensação que a partir de agora tem minha marca e sempre terá, só comigo sentirás isso.. E é assim que minha ausência na sua cama te desespera mais um pouco e você não sabe o que fazer. E é assim que você inocentemente volta a dormir e agora, sem influências minhas, sonha comigo de novo e continuará sonhando, acordando quase triste, perturbado com a minha falta.. Até que eu te fale tudo que tenho pra falar, depois disso: são sonhos realizados.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5ª série D.

Eu lembro como se fosse ontem. Lembro de tudo, mas vale ressaltar o aspecto que atualmente mais me vem a memória: Fernanda, 11 anos, rechonchuda, dentes grandes demais, cabelos cheios demais, maquiagem demais, inteligência acadêmica demais, popularidade de menos. P-o-p-u-l-a-r-i-d-a-d-e! Palavra que assombra a maioria das crianças fora dos padrões dessa idade. A popularidade que é tão vazia, tão boba, tão almejada.. Como uma gordinha feia poderia conseguí-la sendo ela mesma? Na verdade não foi nada difícil, não como a pergunta faz parecer. Eu sempre muito autêntica, muito alegre, brincalhona e pronta pra ajudar.. Ajudá-los com a coisa que, na verdade, eu menos queria: que eles estivessem com outra. Mas não importava meu querer e sim, seus sorrisos: Eles! Eles sempre tão bonitos, tão populares, tão inalcançáveis, tão queridos, tão espertos, tão cheios de vontades.. Graças as vontades deles e delas que fiz milhares de "amigos" e alcancei a tal popularidade! Independente dos meus desejos juvenis, mantenho a mesma essência altruísta da época, sempre pronta pra tentar arrancar sorrisos e me machucar pra alguém ficar feliz. Antes só e amiga que apenas só. Então todos riam, eu por ter ajudado e intensificado minhas "amizades", eles por estarem com elas e elas por terem pra quem falar "ai, pááááára" e dar em seus ombros tapinhas que, na verdade, significavam "continuem, mostremos que somos intímos, isso fará bem pra imagem de nós dois". Eles vinham até mim contar o que se passava, era comigo que desabafavam e eu jamais imaginaria que eles não faziam isso por consideração e apenas isso, jamais, porque seria cruel usar-me assim e pessoas não-cruéis, tendem a ignorar a crueldade com elas.. de qualquer forma.. De qualquer forma o que eu senti pela maioria desses "amigos" foi igual: Olhos cheios d'água, palpitações, tremor de pernas, o gaguejar tão frequente que achavam que eu, de fato, era gaga. Eles eram legais demais.. sabe? E eu jovem demais. Ou, como diz meu ermãozinho de 5 anos, tolinha demais. E agora, eu, no auge dos meus mal formados 17 anos revivo a exata emoção. Não que esteja ajudando ninguém a estar com ninguém ou sendo rejeitada e usada daquela forma, não, apesar da mesma essência, hoje sei (tanto quanto se pode saber aos 17) cuidar de mim. Mas sabe a paixão juvenil, descontrolada e que da nó na garganta só de pensar que eu me referi? Reapareceu! E em circunstâncias tão não-desejadas quanto as da quinta série, talvez por culpa minha, talvez porque eu já sabia que ela apareceria e estava tentando evitar.. Mas não dá pra fugir dessas coisas e sabendo disso me entrego aos meu novos 11 anos e rio da minha alegria em fazer os carrinhos do meu ermão trombarem enquanto penso em momentos que já passei com minha nova paixonite, coisas que jamais poderia pensar no auge dos meus espinhentos e inocentes 11 anos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Óculos, botas e terninhos.

Tão inacessível quando diz que me ama.

sábado, 27 de junho de 2009

Psicose feminina.

Se conheceram como pessoas normais se conheciam, o que não era muito normal pra ela. Numa dessas esquinas da vida um pensou que o outro poderia vir a ser interessante, se ambos frequentavam o mesmo lugar, alguma semelhança tinham. Ele morava na mesma cidade que ela, o que novamente não era nada natural para a mesma. Logo se quisessem se ver, um telefonema resolveria tudo, nada de esperas absurdas e saudades que corroem. Mas, mesmo com as diferenças, ela sempre gostava da mesma forma, era até engraçada a falta de criatividade da mesma. Tudo começava SEMPRE igual, mas já que cada um deles eram diferentes, os finais eram diferentes e sempre mui mui dramáticos - mesmo que não. Então foram as conversas, o incrível jogo de palavras que ela se tornara perita. Sabia como ninguém - mesmo com sua personalidade, aparência e inteligência nada atraentes - falar sobre verdades que a favoreciam, falava também das que não - já que, na cabeça dela e só lá - as pessoas gostavam de desafios. As conversas se estendiam indefinidamente, poderiam ficar anos se falando sem que qualquer um se cansasse. A verdade é que ela realmente falava muito bem e no começo era extremamente agradável, desapegada, divertida, descolada.. alguém que valia a pena gastar algumas horas junto -ou a eternidade. Qualquer garoto cairia e ela sabia disso, nem pensava que devia se sentir humilhada por fazer as pessoas gostarem de alguém que não era ela na verdade, mas não pensava isso - até com alguma razão - porque no começo era realmente agradável, desapegada, divertida e todo o resto, o problema só começava quando começava o gostar e, ah, disso ela sabia, mas pensava: Como uma pessoa pode alertar "olha, assim que você significar qualquer coisa pra mim me tornarei insuportável"? Primeiro que a pessoa - pensava ela - se sentiria muito mal quando ela estivesse legal: "Ah, quer dizer que eu não sou importante?" e segundo que correriam pra longe. Se sentia num beco sem saída, tinha deixado as conversas começarem e irem longe e ele já estava se tornando importante, mas se justificava: "Não, ele eu alertei bem", não que tivesse. Então começou a paranóia.. quando não o encontrava, surtava. Ou se ele não aparecia, ficava até o lugar fechar com esperanças de que ele aparecesse. Se não ligava, pensava: "Bem, que descanse em paz", porque só dessa forma ele poderia ter se esquecido dela. Até que passaram de "apenas bons amigos" para um "caso" e eis que o inferno começou na vida do pobre rapaz que jamais deveria ter gostado do chocolate quente daquela droga de lanchonete. Choros e mais choros, inventava desafetos, ciúme doentio. Mas ele gostava dela de verdade, então, pra provar isso, resolveu pedi-la em namoro. Ela aceitou, a paz se reestabeleceu durante três dias e começou tudo de novo.. Inseguranças, "ele não falou que casaremos um dia hoje". Ciúme, "a irmã dele disse que está com saudade". Afastamento dos amigos, "Não, não dá pra sair, vou ver ele". Possessão, "Então ele precisa de outras pessoas pra ser feliz?". E todas essa carga alegre que a vida romântica trazia na vida da nossa querida personagem, que, aliás, pode ser eu, você ou todos nós. Até que o pobre rapaz (que também pode ser qualquer um de nós), por mais que a amasse, resolveu que precisava viver sem ver ninguém chorar - acusando-o de culpado - todos os dias. E foi-se embora. Ela, como sempre, começou a cercar os amigos dele "ele disse alguma coisa?", depois a apelar, aparecia no trabalho do mesmo e chorava pro patrão dele, quando viu que não deu resultado, fez o de sempre: ligou. - Alô? - Amor, eu quero que você saiba que eu vou te amar pra sempre, apesar de você ter arruinado minha vida. Eu sei que a culpa não foi só sua, e eu mudaria se tivesse tido a chance, mas os homens são assim mesmo, só que agora eu cansei, cansei dessa vida, de amores fracassados, de não ser entendida, de não ser amada, cansei de falsas promessas, cansei de mentirosos, porque é, você é o maior mentiroso que eu conheço, ter a cara de pau de dizer que me ama é o cúmulo, você devia se envergonhar, mas não é sobre seu mau-caráter que quero falar. Na verdade só estou ligando mesmo pra dizer adeus.. pra sempre. *tu tu tu tu tu* - Alô? Pra sempre? Tá tudo bem? *tu tu tu tu* Então ela foi lá, fingiu que tentou se suicidar - aliás era especialista nisso e em auto-piedade - quando notou que ele não foi na casa dela mesmo depois da sua mãe ter ligado pro mesmo falando sobre sua tentativa de suicídio, começou a falar pros amigos dele o quanto ele era repudiável: "E nem assim pra me pedir uma desculpas. Sabe? Não quero mais nada com ele, não mesmo, só que ele me pedisse desculpas". Quando viu que os amigos dele agora pareciam sempre esquecer seus celulares em casa, apelou pra ele de novo e continuou apelando, até receber a notícia - exagerada - que ele estava entrando em depressão, desesperada pensando que eram febres de amor por outra, correu pra casa dele e só quando ele - seis meses depois do término - gritou chorando sinceramente que: "PELO AMOR DE DEUS EU SÓ PRECISO QUE VOCÊ ME DEIXE EM PAZ", foi que ela desistiu. Desistiu de insistir mas não de jurar amor eterno ao mesmo e dizer pra quem quisesse ouvir que "ia esperar" e que "um dia ele se dava conta da bobagem que fez enxotando a mulher da sua vida da mesma e voltava pra ela". Esperou como se espera a morte.. Por três dias. Até outro garoto fazer a bobagem de dar atenção pra ela.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu gosto tanto de você..

Eu estava sinceramente apagada fazendo caretas pra mim mesma no retrovisor do caminho de volta pra casa.

Ainda tinha todas as risadas da manhã com o maxilar dolorido de prazer, guardava o vestido, o acaso e não prestava atenção nas canções ou ruídos.

Até a que eu dedico a você começar "Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder, deixa assim ficar, subentendido.."

Pensei em ter culhões pra declarar essa canção tão boba, que podia te dizer tão nada, mas preferi me esconder de novo, atrás de um texto que você provavelmente nem chegará a ler (infelizmente você não frequenta esse meu lugar como frequentava antes) e se ler, tampouco terá certeza que é de você que estou falando..

Mas ainda assim espero que você leia e que um pássaro roxo sopre no seu ouvido "É você.." e você volte a me tratar melhor e com o carinho que me tratou aquele dia, aquele dia..

Tão memorável pra mim, tão absolutamente banal pra você, provavelmente esqueceu dele, do que disse e do sorriso, mas não tem nada não.. Garotos são assim mesmo, sempre esquecendo o que disseram, fizeram ou suscitaram.. garotos..

Mas sabe, idiota que seja, eu acho que um dia a gente se acerta, de verdade, porque não sou só eu que acho que o casal nós dois seria agradável e feliz. Além de mim outras pessoas e você, aposto, aposto nada, minha insegurança jamais me deixaria apostar que meu sentimento é reciproco mas, olha que irônico, minha razão me diz que sim.

Minha razão fala pra eu ficar tranquila, que dia ou outro a gente se esbarra novamente, você diz aquilo de novo e a gente se acerta. Dia ou outro..

sábado, 23 de maio de 2009

Graças a você.

Perdi meu frescor virginal, Meu brilho, Minha esperança nos amores que duram. Graças a você perdi bons momentos, Bons amigos, Meu amor nas companhias eternas. Graças a você perdi os pássaros, A graça das frutas, A beleza das flores. Graças a você perdi a graça e a postura, Graças a você perdi a doçura. Perdi meus modos, Minha maneira de sorrir, Graças a você não consigo persistir. Graças a você há algo de errado, Por sua causa me tornei um mal amado. E todos meus próximos amores serão incompletos, Graças a ti, meu bem, sou paranóico e frio, Graças a você o abismo se estira, Pareço uma pedra, dor, apatia. Mas ainda faço o favor de rir, querido, das piadas alheias, Das minhas próprias, Das coisas derradeiras. Ainda conservo bons amigos e sentimentos, Você me levou o romance, baby, Mas nem só de romance vive a boêmia.

domingo, 17 de maio de 2009

Alegrias que não tou mais sentido.

Já vou avisando que não estou no estado de espírito, até porque ninguém leu meus dois últimos e isso me deprime pra burro, como se não bastasse, acabei de, inegavelmente, me apaixonar (coisa que me tira a paz e o humor), até terminei meu namoro por conta disso, ok que era imaginário, mas eu tive que falar "Cacá, não podemos mais, estou apaixonada por outra pessoa" e tudo, mas mesmo assim toda chateada eu preciso escrever, sério.. É que tive o melhor final de semana da minha vida (tirando a parte de ter me apaixonado), foi absolutamente genial! Eu fui pro meu amado curso de filosofia do cinema (que não carrega esse nome, mas o chamo assim pra simplificar), depois vi o Delcolli, mas assim, rapidamente, porque fomos pra lugares diferentes, ele foi pro show do Nasi (e adorou) e eu fui pra casa da Lucy (e amei). Ah, Delcolli é um amigo meu, ele fazia curso de história do cinema comigo, mas a gente não se falava na época, depois começamos a conversar por internet e foi a primeira vez que vi ele pessoalmente desde que viramos amigos. A casa da Lucy, bem, pensem em um lugar que a primeira coisa que o dono da casa fala quando te vê é: Você é linda, maravilhosa, muito bonita mesmo! E depois ele cozinha a comida mais deliciosa do mundo pra você, depois ele conversa com você por horas e horas com uma sinceridade e graça tão grande que te faz chorar, chorar mesmo, de emoção e esperança. Esse é o pai da Lucy e graças a conversa dele consegui ficar feliz e ter uma noite genial, mas isso vem em seguida. As priminhas da Lucy, bem, nós íamos brincar de "stop" e elas quiseram ver meus desenhos, eu estava com um caderno com 45 desenhos e elas fizeram questão de ver e ouvir a detalhada explicação de todos eles, além de terem GOSTADO DOS MEUS DESENHOS, elas são muito boazinhas mesmo, mesmo. Fiz um pra Lê e um pra Lívia, só delas. Depois disso a gente ficou rolando e se amontoando e fazendo cócegas e viramos irmãs de coração, agora eu tenho mais quatro irmãs: Lucy, Lê, Lívia e Laís. Além da Lucy, a mais velha delas tem 9 anos e todas são geniais, além das criaturas mais carinhosas do mundo, sério. Elas precisam conhecer minha família! Aí deu 11:45, fazia parte da virada quatro filmes de terror durante a madrugada, a partir da meia-noite. Ok, o primeiro filme eu assisti sozinha, depois achei o Caio e o Felipe e assistimos o resto juntos. Só o terceiro que a gente não conseguiu porque era a coisa mais chata do mundo e a mesma coisa que o primeiro e coisa e tal, aí saímos pra dar uma volta e o Delcolli é muito mais genial do que eu imaginava, ele é tão.. humano! E divertido e tudo mais, sério. A pena é que a previsão de nos vermos de novo é total indefinida. E moramos na mesma cidade, bem jóia. Mas essa é a vida :D Aí depois dos filmes fomos pra nossas respectivas casas e falamos "amanhã nos vemos no show do vanguart", só que.. eu sou genial e não pensei nem em um ponto de referência. (y) Daí só achei o mesmo no show do Lenine, que, diga-se de passagem foi a coisa mais genial, ele é um máximo e eu o amo. Lenine, casa comigo. Não achei UM torrent do Lenine sequer, fiquei furiosa, nem tenho ele nesse pc, mas essa é a vida parte II. Sem contar que tive coragem de falar com um garotinho genial e tudo e ele foi realmente gentil e receptivo comigo. Olha, eu sei que o texto tá uma droga, avisei que não estava no estado de espírito, mas eu quis partilhar minhas alegrias de final de semana, mesmo sem estar NADA feliz no momento. Aliás estou deprimida pra burro, como diz minha mãe estou sem Deus no coração e vou procurá-lo, sei lá como. Se é que acredito nele ou coisa assim.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Caio apaixonado.

Então meu irmãozinho, que não se chama Caio, se apaixonou, eis as situações: Com minha prima, na escolinha: Passa uma garotinha por eles, ele diz: - Ai, vou morrer. - Que é isso Gabriel, não fale besteiras. - Me conta de novo as histórias de quando você tinha namorado na escola? - Você ainda pensa nisso? - Não paro um minuto, fica girando em volta da minha cabeça, igual um trenzinho redondo. Na casa da minha tia: - Estou com muita vergonha, será que não dá pra eu ou ela mudar de sala? - Calma, não é ruim você gostar dela, não precisa ter tanta vergonha. Você devia ser igual o Lucas, gosta mesmo, fala mesmo e não está nem aí. - Você sabe o telefone da casa do Lucas? - Sei, por quê? - Quero ir lá. - Fazer o quê? - Pedir uns conselhos. Na casa da nossa tia-mãe: - Olha, bebê, não fica preocupado, se alguém te perguntar alguma coisa é só falar, não precisa ficar com vergonha, gostar não é errado. - Mas eu tenho vergonha dela. - Não precisa. Faz assim, se um dia ela te perguntar se você gosta mesmo dela, você responde com sinceridade, ficar mentindo, fingindo que não, é pior, porque ela acaba sabendo e você fica como bobo.. - Ai, preciso de um caderninho pra anotar tudo isso. Amiguinhos, acho que meu irmão está apaixonado de verdade - ou tão de verdade quanto se pode se apaixonar aos quatro anos, se é que nessa idade não é mais verdadeiro -, ele já teve namoradinhas na escola antes e jamais ficou assim desconsertado. Estranho que pareça, ele suspira pelos corredores, me fala dela umas três vezes por dia, os olhos brilham e delira sobre o quanto ela é linda. Só não estou com mais ciúme porque, por enquanto, minha mãe, eu e nossa tia-mãe somos mais bonita que ela, mas se isso mudar..

quarta-feira, 18 de março de 2009

(Des)conhecido?

Ao anotar em meu diário de sonhos me deu vontade de compartilhar minha profunda ternura com vocês. Céu azul com nuvens tão alegremente desenhadas, ar fresco e frio, riacho, toque de mãos, sorriso sincero, tudo perfeitamente, perfeitamente perfeito.. Ele fez carinho nas minhas bochechas com a sua e eu não tive que magoar ninguém. Como num sonho, foi meu sonho.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Julia & Rodrigo, parte I.

Não era um cabelo comum. Uma longa catarata dourada, brilhante, macia, platinada e saudável. Não havia qualquer pessoa que a avistasse que conseguisse não olhar uma segunda vez, mesmo que com pressa, mesmo acompanhado, mesmo que tentasse resistir, era incontrolável. A garota às vezes pensava que se fosse só cabelo seria mais admirada, com seus traços angelicais - que denotavam tanto a infância quanto a uma mulher sedutora - e seu sorriso absolutamente estonteante, era de beleza tão exagerada que não tinha a mínima consciência disso. Ela era linda e não sabia. Ele era desengonçado. Tinha crescido demais nos últimos três anos, mas carregava consigo uma beleza displicente que jamais seu melhor amigo - que era também seu fã número um - conseguiria ter, por mais que tentasse. Era engraçadíssimo e sempre tinha garotas ao seu redor, não se interessava por nenhuma, com suas risadinhas irritantes e tentando seduzi-lo, acabavam por afastá-lo ainda mais. Pensava em uma garota que não conhecia, que a princípio não se interessaria por ele. E quando eles se conheceram ela, de fato, não se interessou. Amigos em comum. Ele era do Paraná, viera passar as férias em São Paulo, se encontraram na casa de um rapaz que sabia muito sobre filosofia e política e tinha um amor fora do comum por sua amiga, sua namorada compartilhava seu amor, o casal a adorava e queria que ela sempre estivesse feliz. Tiveram a idéia de apresentar os dois, achando que eles dariam certo, conversaram toda a noite, muito alegres, deram muitas risadas, ela pensou ter encontrado um ótimo novo amigo, ele pensou ter encontrado a mulher da vida dele. No dia que voltaria para o Paraná, ligou para ela, pedindo que fosse encontrá-lo e ela foi, adorava passear acompanhada de amigos onde quer que fosse e aquele menino era tão legal.. Chegando lá eles conversaram e conversaram, depois de um tempo ele tentou beijá-la e ela, mais que constrangida, foi embora pra casa. Ele chorou, pela primeira vez na vida, por causa de uma mulher, uma menina, pensou que tinha estragado tudo, mas não desistiu..