segunda-feira, 24 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O melhor que eu puder.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Amany.
Foi estranho e divertido.
Tomaram Yakults e comeram pêssegos sentados na calçada.
Ela gostava muito de estar perto dele, se obrigava a ficar acordada o tempo que fosse se ele estivesse por lá.
Engraçado, se conheciam há tão pouco tempo.. Mas não é sobre esse amigo a história de hoje.
Se fosse seriam só sorrisos e a história de hoje é só lágrimas.
Ele disse que eles poderiam sim conversar, mais que isso, ela pediu "Deixe-me presenciar sua indiferença pra poder seguir em frente" e ele respondera "Se for pra me esquecer, que seja longe de mim" e quando ela disse que não era isso que ela queria e mesmo assim ele concordou em vê-la o coração dela se tornou tão colorido quanto um coração pode se tornar.
Por 12 horas ela acreditou em finais felizes e segundas chances.
Como passara a madrugada do sábado para o domingo acordada com aquele amigo dos sorrisos dormiu com o telefone do lado da cama.
Ele disse que ligaria pra marcarem direito, mas de antemão tinha dito "Domingo de tarde, na Cultura".
A Cultura era um lugar que representava muita coisa pra ela e agora terá de ser abandonada, assim, de modo drástico mesmo, enfim...
Na Cultura domingo, ok.
A menina trabalhava também aos domingos, não tinha problema, dava tempo...
Tempo... como o tempo passou doloroso aquela tarde.
Chegou às 14h.
Sentou-se na poltrona onde conversaram de verdade pela primeira vez há exatamente um ano e três dias atrás.
Esperou.
Pegou um livro e tentou ler.
Não conseguiu.
Esperou.
Olhava em volta, no celular, esperava.
15h.
Foi até o banheiro, tentou parecer bonita.
Não era bonita.
Voltou.
Esperou.
16h.
Ela tinha que ir às 17h.
Esperou.. olhou o celular.
Tentou ligar pro número que tinha recebido uma ligação dele no dia anterior.
Nada.
Esperou.
Olhou.
Chorou.
Três gotas quentes escorriam.
Cinco.
Doze.
Duzentas gotas quentes e doloridas.
Soluços.
17h.
Ela foi.. Andou, andou, seus pés doíam, usava um sapato de boneca, tinha se arrumado cautelosamente pra ele, pra parecer um pouco mais qualquer coisa que ele quisesse.
Havia colocado meia calça, eles brincavam de beliscar a perna dela fingindo puxar a meia, coisa deles, então ela estava de meia calça mais uma vez.
Começou a chover, a chuva fria na tarde quente molhava tudo nela, o coração latejava, os soluços chamavam atenção na rua.
Ela não queria se controlar, se controlar significava fingir e ela não era assim.
Entrou no trabalho preocupando todo mundo.
Abraçaram-na e ela pode se libertar um pouco daquele grito preso, daquela sensação de abandono absoluto, daquela estaca enfiada com maldade.
Se saiu bem no trabalho, melhor até do que das outras vezes, dizem que teatro cura.
Cura mesmo.
Pena que dura só o tempo de palco e depois vai embora.
"Não chore",
"Pode ser apenas um mal entendido",
"Você é linda",
"A minha última chance foi embora ano passado e eu tenho quase 30, você é jovem ainda, tem muito pra viver. Olha como eu estou agora"
ele estava mesmo completamente feliz e apaixonado.
Mas até quando?
Ela não acreditava mais em nada.
Só acreditaria se tivesse sido um mal entendido.
Andou pela Av. Paulista procurando em cada rosto um vestígio dele.
Nada.
Chegou em casa depois da meia noite com os olhos mais inchados que nunca.
Continuou esperando um mal entendido.
Rezou. Rezou, rezou sem saber pra quem e porquê, queria um milagre, um mal entendido de presente.
Não ganhou.
A única notícia que obteve no dia seguinte foi:
Ele: "Não estou mais em São Paulo."
Ela: "Entendo. E eu fiquei doze horas esperando, com todas as esperanças do mundo e um presente. Eu me arrumei com cuidado pra você. Passei um perfume que me faz cheirar a morango. Eu acreditei em segundas chances pra mim.. De qualquer forma, obrigada, agora posso voltar a realidade. Ponto final."
Jamais enviou, graças a um erro cibernético e jamais enviaria.
O ponto final pra ele já tinha sido dado faz tempo, então não era necessário avisar que era vez dela de acabar com aquilo.
Fim.
domingo, 31 de janeiro de 2010
I just lost my mind.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Londres, São Paulo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Há coisa mais triste que ficar feliz em seguida?
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Apatia.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Surrealismo Litigioso.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Nesse exato marasmo.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Entro nos seus sonhos e te acordo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
5ª série D.
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Psicose feminina.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Eu gosto tanto de você..
Eu estava sinceramente apagada fazendo caretas pra mim mesma no retrovisor do caminho de volta pra casa.
Ainda tinha todas as risadas da manhã com o maxilar dolorido de prazer, guardava o vestido, o acaso e não prestava atenção nas canções ou ruídos.
Até a que eu dedico a você começar "Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder, deixa assim ficar, subentendido.."
Pensei em ter culhões pra declarar essa canção tão boba, que podia te dizer tão nada, mas preferi me esconder de novo, atrás de um texto que você provavelmente nem chegará a ler (infelizmente você não frequenta esse meu lugar como frequentava antes) e se ler, tampouco terá certeza que é de você que estou falando..
Mas ainda assim espero que você leia e que um pássaro roxo sopre no seu ouvido "É você.." e você volte a me tratar melhor e com o carinho que me tratou aquele dia, aquele dia..
Tão memorável pra mim, tão absolutamente banal pra você, provavelmente esqueceu dele, do que disse e do sorriso, mas não tem nada não.. Garotos são assim mesmo, sempre esquecendo o que disseram, fizeram ou suscitaram.. garotos..
Mas sabe, idiota que seja, eu acho que um dia a gente se acerta, de verdade, porque não sou só eu que acho que o casal nós dois seria agradável e feliz. Além de mim outras pessoas e você, aposto, aposto nada, minha insegurança jamais me deixaria apostar que meu sentimento é reciproco mas, olha que irônico, minha razão me diz que sim.
Minha razão fala pra eu ficar tranquila, que dia ou outro a gente se esbarra novamente, você diz aquilo de novo e a gente se acerta. Dia ou outro..