terça-feira, 16 de março de 2010

A Crítica.

Não sei se é de conhecimento geral, mas eu sou atriz. E estou em cartaz com uma peça chamada "O Livro dos Sonhos". Então, passeando a pedidos da crítica, li pela primeira vez as impressões de alguém que "sabe o que fala" (digo isso porque a Monica, no caso escritora da crítica) é atriz há mais de 20 anos. Bem, eu fiquei muito feliz com o que li e resolvi compartilhar, eis aqui o texto dela na integra: "Muitos têm me cobrado porque neste espaço não escrevi nada de teatro... ainda...
Pois é: não tenho visto quase nada de teatro, este é o ponto.
Mas... como não mandei e-mail desta vez, nem fiz qualquer outra divulgação, poucos também viram a Maira em O Livro dos Sonhos - infantil em cartaz no Teatro Ruth Escobar, sala Miriam Muniz, sábados às 17:40.
Bem, a peça é um mimo. Brinca com as mídias: traz projeções pontuais, divertidas e muito bem exploradas, de um lado; e um áudio que, honestamente, daria pra caprichar bem mais e melhorar um bocado. As crianças se divertem, e o trabalho deve ter vários méritos: adultos também costumam gostar - eu sou suspeita, obviamente.
A montagem traz 3 atrizes bem jovens que se alternam em personagens ora conhecidas, ora desconhecidas do público em geral.
Bonito ver: elenco totalmente jovem segurando a peteca, e só meninas em cena - o diretor também é relativamente jovem .
Nos bastidores da peça e, nas esticadas pelos cinemas da vida (de novo... sorry), tive o prazer de conhecer uma das criaturas mais inteligentes que eu já vi 18 anos vividos por estas bandas produzirem. E olha que eu conheci muitos 18 anos vida afora, uma vez que trabalhei com eles por quase 20...
Ferdi Mandonça, atriz principal, quer completar a lista de Fellini, Buñuel e Bergman (todo mundo simplifica o nome do cineasta cortando as dobras consonantais, aderi também). Ela passa 12 horas num único dia estudando teatro. Troca idéias comigo como se já tivesse assistido a quase o mesmo tanto de filmes que eu, clássicos inclusive, imperdíveis principalmente.
Fernandinha é uma desses encontros raros com os quais nos sentimos privilegiados.
- Pensaram que eu ia escrever sobre a peça só pra elogiar minha filha?
(E precisa?...)
Pois é. Faltassem outros motivos para assistir à peça, já bastaria este: a oportunidade de conhecer a pessoinha incrível que atende pelo nome de Lena enquanto desfila os longos cabelos loiros pelo palco.
Tem mais: entre encontros com o engraçado coelho que sofre de estresse por estar sempre atrasado, um certo Capitão com medo de tc-tac, e o Lorde dos sonhos, Lena visita a mais linda sereia que estes olhos já viram.
É: apesar de não constar seu nome na ficha técnica, que não está atualizada no link de serviço do teatro, nem aparecer sua carinha na foto de divulgação, é a Maira quem faz a sereia vestida num figurino super original e que a deixa maravilhosa.
- Pronto. Elogiei.
Também, o que esperar, não é? Mãe...
Então, resta devolver a 'cobrança': finalemente falei um tico de teatro aqui.
Agora simbora assistir a Lena-Ferdi e a Sereia-Maira... antes que acabe.
- quando/se eu conseguir, incluo aqui uma foto da Maira de sereia, claro..."
E visitem o blog dela (onde saiu a crítica) que é fantásico!

De quando.

A exasperação ainda  não tinha roubado minha melhor amiga.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Olá, Dario de Finas Bordas!

Bom dia :)
Hoje eu acordei comendo legumes.
E em seguida fui voar no meu balão.
Passei na sua casa e me falaram que você estava escalando.
Joguei um jogo que ainda não inventaram, depois pintei o cabelo com 12 cores diferentes. Encomendei e enfeitei meu arco-íris novo.
Mandei dessalinizarem o Mar Vermelho pra dar um mergulho.
Inventei abóboras multi coloridas.
Corri 28km em um segundo e meio, é, não consegui bater meu próprio record.
Mandei uma carta pedindo pra mudarem o significado da palavra torta, agora torta não é de comer nem retorcido, torta significa o que costumava significar saudade e saudade fica sendo usada para os outros dois (achei que cairia melhor, você sabe, eu adoro a palavra "torta").
Só que agora torta é verbo, nada de substantivo abstrato.
E eu torto você mais do que tenho capacidade de conseguir qualquer coisa que quero.
Sabe, não é porque você não estava em casa, mesmo se eu tivesse te visto ainda lhe tortaria.. Entende?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Palavriando.

Nostalgia, saudade, amor, carinho, dor, tristeza, amigo.
São só palavras, mas cada uma delas tem uma força tão grande se não distorcidas em um contexto irônico.
Cada uma dessas palavras por si, podem dizer tanta coisa, comunicar o que a alma quer tanto, mas tanto dizer que encontrou esse meio.
Não bastavam os olhares e gestos, era preciso uma garantia maior: Então vieram as palavras.
E temos que cuidar das nossas palavras.
Uma vez que falamos, mesmo que se retire o que disse, já terá sido dito de qualquer forma.
Então cuidem das suas palavras.
E da sua nostalgia.
Das suas saudades.
Dos seus amores.
Do seu carinho.
E cuide até da sua dor.
Acalme sua tristeza num abraço de amigo.
E não esqueça, por favor, não esqueça de cuidar dele, porque sem um amigo (que além de amigo pode ser todas as outras coisas do mundo) nenhuma dessas palavras existem ou fazem sentido algum.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Videolog & Fitzgerald.

Final de semana: Segunda-feira: "Dolly tinha cabelo castanho, lábio vermelho e uma tez corada e bonita que, no começo, escondeu sob pó de arroz [...] porque nessa época ser corada não estava na moda - a pedida era uma palidez vitoriana. Usava roupas pretas, muito formais, e ficava de pé com as mãos nos bolsos, levemente inclinada para a frente com uma expressão de [...] no rosto. Dançava muito bem - gostava mais de dançar do que de qualquer outra coisa, qualquer outra coisa exceto namorar. Desde que tinha dez anos de idade estava sempre apaixonada, geralmente por um rapaz que não queria nada com ela. Os que queriam - e eram muitos -, Dolly achava aborrecidos logo que acabava de conhecê-los. E guardava a melhor parte de seu coração para aqueles com quem quase sempre falhava. Quando os conhecia, sempre tentava mais uma vez - às vezes tinha certo sucesso, mas quase sempre fracassava. Jamais ocorreu a essa caçadora do inatingível que havia algo em comum entre os que a rejeitavam - todos tinham uma poderosa intuição que os tornava capazes de enxergar sua fraqueza, não a emocional, mas uma fraqueza..."
(F. Scott Fitzgerald)

terça-feira, 9 de março de 2010

You're not here. Not anymore.

Lágrimas incessantes todas as madrugadas. Há quem a culpe por esse tipo de coisa. Então, numa última tentativa, passei a ir dormir mais cedo pra evitar qualquer sentimentalismo noturno. Então as mágoas começaram a vir pela manhã, bem cedinho, quando os pássaros ainda tentam cumprir sua função de nos acordar. Cantos e mais cantos embalando meu choro acanhado. Todos aqueles pequenos bicos se agitando enquanto a voz gravada e doce de Regina Spektor ecoa pelo quarto embalando meus mais difusos sentimentos. Eu comecei a dormir cedo pra evitar a melancolia e acontece que agora tudo ficou um pouco pior. É que de madrugada você sabe que tem mais tantas pessoas com os olhos assim, tristes assim, baixos assim, o coração apertado, o mesmo nó na garganta que você e, de alguma forma egoísta, isso te conforta sem que você saiba. E eu, aqui de manhã, sozinha em minha infinita angústia, preferia voltar a ir dormir e chorar nas madrugadas frias. Mas não o farei. Continuarei com as frias manhãs. Porque podemos nos adaptar a tudo. Até à solidão nos momentos mais solitários.

domingo, 7 de março de 2010

Sempre dobradinha.

Ou: Pra quem acompanha o videolog. Quinta: Sexta: E embora meus planos fossem de fazer todos os dias um, eu, nesse final de domingo, percebo que é impossível fazer um no sábado e outro no domingo. Daí eu fiz uma espécie de dublo que ficou diferentão e eu posto daqui alguns dias :)

sábado, 6 de março de 2010

Inconstante.

As verdades de hoje não são as mesmas de amanhã. Apagarei alguns rascunhos e outros traços surgirão. A rosa que vi hoje naquele jardim não estará mais tão bonita. Minha vontade de comer chocolate terá passado. Meu cabelo não terá a mesma forma. Nem seus olhos, seu sorriso, meu amor.. Meu amor também não estará mais ali, ao menos não da mesma forma. O céu não será do mesmo azul e a noite não ostentará estrelas ou lua igual. As ondas quebram sempre diferentes e eu sou como elas, então, meu querido, não confie nas minhas promessas de agora, não confie no meu amor de amanhã. Não é que ele possa não existir é que ele não existirá. A não ser que amanhã eu não olhe pra nenhuma outra pessoa além de mim e, ainda assim, é capaz de trocar-te, trocar-te por mim mesma..

quarta-feira, 3 de março de 2010

Kiwii.. I ate you.

Gente, venho por meio deste comunicar que estou fazendo uma espécie de vídeo-log, com uma proposta diferente desse blog e tudo, mas.. pra quem quiser me conhecer um pouco mais, é bem válido. O canal é: www.youtube.com/kiwiiiateyou Esse foi o primeiro vídeo: E esse é o vídeo de hoje: Espero que vocês gostem e acompanhem. Beijos!

terça-feira, 2 de março de 2010

Meu Snoopy.

Luis: o Linus deu um beijinho na Patty Eu: Quem? Luis: do Snoopy a Patty foi falar com a Garotinha ruiva e viu como ela era linda e começou a chorar porque ela se achava feia e ninguém nunca iria ama-la do jeito que o Charlie Brown ama a garotinha ruiva aí ela diz que o único que entende o que ela sente é o Snoopy, e que ele daria um beijinho na bochecha dela naquele momento, se ele estivesse lá aí o Linus beija ela, ela fica "Uau você me beijou" e ele diz Beauty is in the eyes of the beholder Eu: mas, ai, que lindo. eu sou a paty. Luis: Eu sou o Snoopy. Eu: sim, porque só você entenderia minha extrema melancolia e me daria um beijinho na bochecha se estivesse lá. Luis: exatamente, eu realmente faria isso. Eu: eu sei. Obrigada, amigo.