terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu sou uma pessoa tão feliz que chega dar pra desconfiar. De fato. Na verdade eu sou só essa pessoa rancorosa e assustada que sempre acha que todo mundo vai fazer o favor de me abandonar e me deixar sangrando pra morte, eu sou sempre essa pessoa dramática e triste que tem tantas tristezas que não consegue admitir e nos últimos tempos, por conta disso, por conta de nunca se sentir realmente segura, ganhei uma gastrite nervosa. Uma gastrite nervosa por ter ódio de pessoas que não necessariamente fizeram algo contra mim ou sabem que eu existo, esse ódio constante e esse medo de perder, essa raiva que me faz alucinar de dor, de medo, de raiva mesmo, sabe ódio do músuclo tremer, de querer matar e gritar com a pessoa e bater nela? Eu mais do que qualquer ódio, odeio odiar, porque ódio é o sentimento mais burro do universo, ódio só afeta quem sente, o ser odioso e odiado nem sequer sabe que é objeto de tamanho repúdio, o ser odiado é abstrato muitas vezes e o ser, os seres odiados vão me matando dia após dia, devagarzinho, lentamente e com sorrisos espalhados pelo mundo.
Ultimamente eu procuro não pensar sobre nada, que é pra não doer, não odiar, não sofrer mais e mais. Esse medo constante, essa dor em lugares que eu sequer sabia que poderiam doer, essa ânsia de alguma coisa que acabe com esse medo, mortes, sabe? Mortes que não acontecem e nem acontecerão nos próximos sei lá quantos mil anos e a questão não é essa, o medo só existe porque existe em mim, porque de alguma forma que eu gostaria de saber controlar, eu deixo ele existir, se apossar, me tirar o sono e a vontade de viver. E por causa de todo o ódio e todo o medo que eu tenho chorado tanto, mas explicar isso me humilha e me dói mais. Me faz menor.

Um comentário:

Seu Rafael disse...

Tive úlcera por ansiedade e nervosismo, agora estou mais tranquilo só dói quando choro.