domingo, 31 de janeiro de 2010

I just lost my mind.

Um dia estava tudo bem, no outro ele apareceu e junto minha urgência de encontrá-lo. Eu não o conheço ainda, mas nada tem a mesma graça quando não estou "com ele" ou "esperando por ele", o que é triste e patético, eu sei, mas só tem um remédio, um remédio único. Aliás, têm dois, um mais acessível, porém mais imbecil e outro pleno, porém tão difícil. Eu quis tanto sentir isso de novo e por que nessas circunstâncias? Eu não posso falar pra ninguém, ninguém pode me entender. "É tão precipitado", eles dizem, mas eu sei, só eu sei.. Essas febres alucinantes, meu Deus, até emagrecendo eu estou! Ele diz que gosta de ver meu rosto "Ponha o cabelo para trás", ele pede e então eu penso em deixar minha franja crescer novamente, porque assim não teria que por para trás. Ele sorri e diz que sentiu saudade o dia inteiro. Como? Será verdade? Ele me apresenta amigos que dizem "Oh, então é você?" e eu não sei como reagir. Até uma foto do computador ele tirou e disse "Agora eu tenho uma foto sua, aliás, você é minha namorada agora" ele diz rindo e os amigos dele sorriem junto. "Eu senti sua falta o dia inteiro" e diz meu nome com ânsias de apaixonado.. Eu tenho vontade de dizer pra ele não brincar com esse tipo de coisa, mas ele iria embora. Será que iria? Mas como aquilo poderia ser verdade? Será que existe alguém com a mesma capacidade instantânea de amor que a minha no mundo? Será que é ele? Eu sempre sonhei com alguém assim e sempre significa desde que eu posso me lembrar, ele preenche absolutamente todos os requisitos e eu me casaria amanhã, se ele quisesse. Ah, se Londres fosse mais perto de São Paulo..

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Londres, São Paulo.

Eles tinham tédio e ele grandes olhos azuis. "Mostre-me seus seios", "Idiota, eu pensei que você fosse legal". Mesmo assim ela continuou o papo, é que ele era divertido e tinha um sorriso incrivelmente sincero, além da questão do tédio, que continuava. "Você é bonita". Ela o achou lindo, lindo, mas ficou quieta. Conversavam no idioma dele, ela se sentia insegura, não queria falar besteiras. Aquela empolgação doentia se apossou do coração dela, quais eram as chances dele aparecer? Quais eram as chances.. Minha nossa, que sorte tinha tido. Eles conversavam banalidades, se chocaram quando descobriram a banda preferida em comum, se chocaram quando começaram a falar de sentimentos, se chocaram porque não era nem ao menos chocante, era só coincidente, era só inusitado. "Quão entediada você estava pra entrar naquele site?", ela disfarçou a pontada de ofensa que sentiu por gostar do site e fingiu que era aquele o único motivo.. se ao menos ele conseguisse enxergar ela enrrubrecendo. Ela falou dos olhos e sorriso dele, ele disse que não gostava do segundo, ela não entendeu nada porque os dentes eram brancos e perfeitos, disse que ele não fazia sentido e ele riu. Como gargalhava aquele menino! Tinham a mesma idade, que engraçado, ela pensava, que engraçado ter a mesma idade.. ela sempre era mais nova e agora não era mais. Eles conversavam banalidades, a família dele morava na Califórnia, ela tinha brigado com a mãe, ele já tinha vindo pra São Paulo quando pequeno, ela era atriz. O tempo passou e o coração dela disparava cada vez que aquele sotaque e aqueles olhos se dirigiam a ela "Que sorte!", pensava. "Eu não entendi", ela falou mais vezes do que gostaria e ele sempre repetia paciente e sorrindo. "Eu tenho que ir, amanhã eu tenho coisas da escola pra fazer", três horas de diferença de um país pro outro, o dele escurrecia mais cedo e no dela já era tarde "Ah, não", ela disse, "Amanhã nos falamos, ok? Amanhã quero você aqui, amanhã de noite", "Então amanhã estarei aqui", ela respondeu sorrindo, "É sério, senão eu choro", ele brincou. E eles ficaram como um casal bobo dizendo "Não, eu que choro", até que ela disse "Ok, mas os dois estaremos aqui", "Estaremos", acenaram com as mãos. Ele foi embora e o coração continuava disparado, aquela sensação que há tanto tempo ela não experimentava, minha nossa, minha nossa! "Estou apaixonada de verdade", disse pra uma amiga. "Eu sei", ela respondeu. Sua cabeça girava e ela pensava no namorado que jamais chegou perto de destrancar a primeira chave do seu coração e agora esse estranho, esse completo estranho vinha e nem precisava de chave pra entrar, já estava lá, como se estivesse desde sempre. "Meu Deus", repetia, "Meu Deus". E colocou fotos novas para que ele pudesse ver e desmarcou compromissos que teria na noite seguinte pra estar lá como o combinado e começou a lembrar todas as perguntas que tinha deixado de fazer: "Será que ele gosta de Bowie? De Buñuel? De Bergman? E de Death Cab? Será que ele está pensando em mim? Óh, que tolice! Será que ele acharia meus desenhos bonitos? Será que ele realmente me acha bonita? Será que ele gosta de Burton? Será que ele vai gostar de Júpiter Maçã? E será que o Luis vai aprová-lo? Ora, que besteira, ele sempre aprova! Será que ele tem um perfume bom? Será que um dia ele volta pra cá?", ele ficou online novamente ao mesmo tempo que seu namorado falou com ela. Não tinha vontade de responder, não tinha vontade de fazer nada, queria conhecer ele melhor, queria ir pra lá. Ele: Londres. Ela: São Paulo. Eles..

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lágrimas veladas.

Como lidar com a partida de alguém que vale mais que todos os diamantes do mundo? Uma partida temporária, sim, mas nem por isso pouco dolorosa. Ela me disse pra ser forte e não mostrar minha tristeza e foi tudo que tentei fazer, embora não possa falar muito sobre o êxito da missão. Eu só queria abraçá-la e dizer "Você não sabe a falta que vai me fazer, não tem idéia..", mas eu choraria e prometi não chorar, não dificultar nada, então me calei, não lembro nem se disse que a amo, acho que não. Talvez tenha sido melhor assim, meus olhos estão sempre a me pregar peças, estão sempre a fazer jorrar torrentes de sentimentos em situações que ninguém quer, é involuntário, não há como estancar e nem porquê se desculpar, então eu sempre fico atenta. Muito atenta. E vejo uma pessoa como ela, que me ensinou tanto quanto ela, que me mudou tanto quanto ela, que me proporcionou momentos que só ela conseguiu, uma pessoas assim, que me faz rir dessa forma só dela, alguém especial assim, indo assim "por pouco tempo". Sem uma lágrica pública. Nenhuma.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mãos e mente.

Quando eu escrevo sobre coisas ruins elas ficam menores, quando escrevo coisas boas ficam mais bonitas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Encontre o fim.

Era um dia ensolarado e eu tinha sido chamada pra nadar na piscina da mansão do avô da minha amiga, bem como alguns dos meus familiares.
Eles tinham uma bela piscina e nós fomos.
A casa era linda, alegre e cheia de crianças, a comida vegetariana e as boias de piscina muito coloridas, tinha também uma cascata artificial e sorrisos.
A abundância de pinheiros em volta da casa tornavam o ar fresco e a trilha sonora eram os pássaros que cantavam doce, nada me incomodava.
Eu era magricela com meus cabelos escorridos e quase brancos de tão loiros, diziam que meus olhos eram amarelos e eu adorava todas as cores, e meu biquíni continha todas elas.
Eu entrei pra beber água e conheci o dono da casa, não tinha porquê ter entrado, tinha tudo lá fora, mas eu entrei mesmo assim.
O chão do lugar inteiro era de areia.
O dono da casa não era alto nem baixo, um sujeito sério que andava de terno e tomava whisky num dia e numa situação como aquela sentado em sua sala moderna, eu o cumprimentei e ele acenou a cabeça, tinha os olhos semi-cerrados, como se planejasse algo, eu não dei muita atenção. Mas quando estava saindo não consegui sair, me vi presa em um quarto onde o chão era coberto de areia, não entendi muito bem, nem senti medo, mas sabia que se não escapasse morreria e morri.
Eu entrei pra beber água e conheci o dono da casa, não tinha porquê ter entrado, tinha tudo lá fora, mas eu entrei mesmo assim.
O chão do lugar inteiro era de areia.
O dono da casa não era alto nem baixo, um sujeito sério que andava de terno e tomava whisky num dia e numa situação como aquela sentado em sua sala moderna, cumprimentei-o e ele acenou a cabeça, tinha os olhos semi-cerrados, como se planejasse algo, eu não dei muita atenção. Mas quando estava saindo não consegui sair, reconheci a situação e olhei em volta, agora a neta mais nova dele e meu irmão estavam comigo, mas ele não os enxergava, ela me deu uma pá.
No quarto eu cavava de um lado e ela do outro lado da saída, eu perguntei alguma coisa e ela me disse por telepatia que eu só devia cavar e correr para os elevadores.
Meu irmão estava com três anos, sem entender nada e preocupado, estava com um pijama de calças azul bebê, blusa comprida creme e dois ursinhos azuis no centro, estava lindo. Minha amiga devia ter sete anos, era magrela e inteligente, parecia que sabia de muitas coisas que eu desconhecia, tinha os cabelos loiros escorridos e olhos verdes profundos, era forte e cavava mais rápido que eu.
Quando eu finalmente consegui escapar ao invés de segui-la como ela pediu, corri pro outro quarto, pra tentar salvar meus materiais de pintura, a porta estava trancada e o avô dela dormia no quarto da frente, ele acordou.
Quando saiu de lá era uma japonesa, uma japonesa de olhar sério, quase bravo, usava um terno de executiva e uma saia do mesmo estilo, sua blusa era vermelha e seus sapatos de salto.
Ela andava como se não nos visse, mas eu sabia que tinha estragado tudo.
Quando cheguei nos elevadores que já estavam no nosso andar entrei em um deles, mas as crianças ficaram no mesmo que o da japonesa, eu comecei a rezar chorando e quando chegamos no térreo as crianças estão salvas, meu irmão tinha um ursinho de pelúcia na mão e a japonesa não estava mais lá. Nós fomos pra casa. Ou eu acordei.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Preguiça.

Levantou, olhou em volta e censurou-se. Estava deitada assistindo televisão enquanto poderia estar aprendendo tanta coisa. Era sempre uma desculpa diferente: "Voltarei ano que vem", "Fiquei sem dinheiro", "Estou sem tempo", "Eu vou ver isso melhor outro dia".. Ia sempre adiando as coisas que ela jurava que era apaixonada por, jurava que amava. E não é que ela não amasse, não era fachada, não tinha porque ser.. na verdade ela não sabia o que era. Os cursos, os livros, os filmes.. sempre estavam lá, mas sabia que não era suficiente. Sabia que podia ganhar o mundo e no lugar disso lia livros e assistia filmes em que outras pessoas (supostamente tão geniais quanto ela) faziam isso e ela era mera espectadora. Espectadora também dos criadores de todas aquelas coisas geniais que eram criadas a todo momento, espectadora e não mãe. Então declarava uma vez por mês que tinha cansado disso, pensava no que fazer, não fazia nada e voltava com suas desculpas.. Ela nunca se desculpou com os outros, sempre se mostrou confiante e inteligente: Se desculpava com ela. Só ela sabia o que era poder fazer e não fazer, só ela sabia o fardo tão grande que era ser tão inteligente, tão boa em tanta coisa e mesmo assim não fazer nada. Às vezes tentava se convencer de que não era tão inteligente, que, de fato, não tinha nada pra acrescentar e por isso não acrescentava nada, mas era mentira. E no fundo ela sabia. Ela sabia que podia estar lá e que se estivesse estaria fazendo a diferença. Se questionava o tempo inteiro mas parava por aí.. não tinha idéia do porque, mas essa era sua vida. Até que..

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

John, I'm only dancing..

E de qualquer forma não gosto de explicações. Eu estou aqui e você diz que eu devia parar de fazer todas essas coisas que eu tenho vontade de fazer e por quê? Você diz que eu não sou assim e eu te pergunto se uma pessoa pode ser o que ri de, pode? Pode, John? Eu só estou dançando e você com essa cara de rabugento, me olhando repressor. John, sabia que nem meu pai jamais foi assim chato ou super protetor? Eu te pergunto e você diz que deve ser por isso que eu me porto dessa forma, que forma, John? E você nem sabe me responder. John, em que momento de nossas vidas você ficou assim e por quê? Eu só estou me divertindo, John, deixa as luzes piscarem porque somos tão novos, somos diferentes e melhores que todos eles você me diz e eu me pergunto se isso será verdade. Eu costumava acreditar que sim mas hoje em dia acho que nós dois éramos Johns e agora eu faço parte dos outros, dos menos, dos que se divertem. Eu quero que você venha junto, dança comigo, John? Mas você só vem pra me cobrir, me abraçar e envergonhar-me. John, eu te contei meu sonho de hoje? Sério você responde que sim e que não quer saber dessas coisas.. Eu acho uma pena tão grande e volto pra casa porque, John, independente de tudo eu não te largo porque você sou eu, então vamos voltar, cuida de mim, me ajuda a trocar de roupa, me coloca o pijama e penteia meus cabelos, eu vou dormir no seu colo enquanto você chora baixinho, mas amanhã você vai ficar feliz, porque acordarei sem ressaca, andaremos sorrindo de mãos dadas e eu estarei com aquele vestido comprido que você tanto adora e dormiremos cedo, sem outros corpos entre nós ou outras línguas em minha garganta.. não haverá álcool ou cigarros e passarei um dia inteiro como você quer que eu passe a vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Senhor Banana Dourada.

- Onde estou?
- No hospital. Você lembra do seu nome?
- Não.. Você sabe?
- Sei!
- Qual é?
- Bem.. é.. Senhor Banana Dourada!
- Como?
- Senhor Banana Dourada.
- Espere.. meu nome é Banana Dourada?
- Não. Seu nome é SENHOR Banana Dourada?
- Quer dizer que quando eu tinha 7 anos, brincando de bolinhas de gude, meus coleguinhas já me chamavam de Senhor?
- Sim senhor Senhor.
- Pois eu não acredito em você!
- Oras, como não? Eu tenho como provar!
- Cadê meus documentos?
- Bem, se perderam no acidente, mas.. Mas.. você é famoso!
- Eu sou famoso?
- É! É muito famoso!
- Por quê?
- Por causa do seu nome, oras.
- Poxa vida, ninguém deve me respeitar então..
- Pelo contrário, o senhor é muito reverenciado por aí, Senhor.
- Sério?
- Sim, sim.. porque veja bem, tudo começou com o Xadrez, o senhor foi um grande campeão.. notaram seu nome..
- Quem?
- Quem o quê?
- Quem notou meu nome?
- O pessoal da mídia, ? Enfim.. notaram seu nome e, claro, seu charme, então te chamaram pra estudar numa escola de cinema, queriam que você estrelasse um filme Hollywoodiano com a Angelina Jolie..
- Quem?
- A mulher mais linda do mundo. Continuando.. você seria o par romântico dela, mas então Keira..
- Quem é Kira?
- Kira? Não, não é Kira, Keira, Keira é sua mulher!
- Minha mulher?
- Sim.. veja uma foto dela.
- Óh, eu sou casado com essa mulher?
- Ah, é sim, é sim!
- E por que ela não está aqui?
- Bem.. ela ficou aqui um tempão, estava muito cansada, falei que eu ficava aqui, que ela poderia ir descansar um pouco. Mas então.. Keira ficou com ciúme e pediu pra você não fazer e como você a ama muito você disse que tudo bem, mas então o Greenpeace..
- O quê?
- Olha, com todas essas interrupções ficará difícil!
- Desculpe.
- Tudo bem, mas como eu ia dizendo.. o Greenpeace precisava de um novo rosto para..
- Espera um pouco.
- Que foi?
- Como você sabe de tudo isso?
- Bem.. Eu.. Eu sou seu grande amigo e..
- Um grande amigo que coincidente é enfermeiro?
- Como?
- Eu sei que você é enfermeiro.
- Como?
- Estou vendo seu crachá!
- Oras, mas por que você não poderia ter um amigo enfermeiro?
- Eu poderia, mas é pouco provável.
- Pouco provável mas poderia acontecer!
- Poderia?
- Claro que sim! Por que você tinha que olhar meu crachá? Que droga! Eu não acredito que você não acreditou..
- Como?
- Faz anos que eu espero um paciente com amnésia, você estragou tudo!
- Me desculpe.. ?
- Tudo bem, né? Fazer o quê?
- Você sabe meu nome?
- Não, não sei! E preciso ir.. você perdeu toda a graça que poderia ter. Adeus!
Carlos saiu da sala do paciente desapontadíssimo e Senhor Banana Dourada, sem memória ou identidade, desejou de olhos fechados que aquele enfermeiro maluco não fosse tão maluco assim e adormeceu, adorando seu novo nome.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Raridades.

Há quem seja raro. E eu conheço muitas raridades.

Por exemplo duas menininhas..

Ela fazia teatro e ouvia Regina Spektor, tinha os cabelos enrolados, o sorriso mais acolhedor do mundo, complexos que irritavam amigos e estava passando por uma fase triste quando a conheci. Era linda e diferente. Pequenina, pele morena, roupas divertidas.. muito rara.

Ela gostava de (quase) tudo que eu gostava. Tinha olhos de jabuticaba que se fechavam quando ela sorria, cabelos brilhantes, macios e soltos, voz doce e o melhor abraço do mundo. Era um pouco mais alta que eu, coisa que me fazia sentir segura quando a abraçava, era acolhedor, salvo. Tinha a pele branca como a paz e tênis coloridos.

Nós costumávamos andar juntas, eventualmente eu saia só com uma delas, mas normalmente era com as duas.. parecia mais completo assim.

Falávamos de filmes, músicas e pensamentos, observávamos o que os outros normalmente não e às vezes, sem querer, falávamos em coro.

Sempre que eu voltava de um passeio com as duas me sentia mais leve e mais pesada, me sentia introspectiva, pensativa, revia toda a minha vida.. elas eram críticas severas e doces, como minhas consciências.

Certa vez eu decidi que escreveria um livro sobre nós, queria que o mundo compartilhasse aquela relação tão absurdamente produtiva e infinitamente aquecedora de coração que eu tinha, mas desisti em seguida.. ninguém entenderia o quão fundo elas estavam na minha alma.

Algumas pessoas são raras, como diamantes. E tem umas que eu não trocaria por todos os diamantes do mundo.

Por exemplo duas menininhas..

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Número 3.

Há uma assimétrica simetria no número três.

E eu nunca pensei que ele fosse demais.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Respeito.

É mais importante o sexo ou o respeito?
Eu não sei mais o que é ser respeitada, porque antes disso prefiro respeitar minhas vontades.
Eu estou doente, sabem?
Bem doente mesmo.
É uma doença emocional, já tive esse tipo de erupção pelo corpo inteiro, de qualquer forma não é bonito de se ver, mas com ou sem elas acabo de dar de cara com minha parceira da noite anterior, já são três horas da tarde, mas nos divertimos bastante e eu deixei ela dormir até a hora que fosse, aproveitando a tranquilidade pra fazer minhas traduções e ver se conseguia escrever um pouco.
Ela é bonita, tem grandes olhos azuis, cílios cumpridos, corpo magro e atlético, está só de calcinha e sutiã, sua pele é clara mas está bem bronzeada, com os pelos loiros e eu não sei seu nome, parece interessante.
Acordou me contando um sonho que teve, diz ela que ia pular de pára-quedas com um senhor desconhecido, mas quando ela olhava não tinha pará-quedas, tentava cair em alguma construção mas acabava caindo mesmo no chão, ficava muito dolorida mas não morria.
Eu prefiro pensar que os homens e mulheres com quem tenho transas casuais são inteligentes e/ou interessantes, além de bonitos, minha superficialidade se nega a ser tão superficial.
Ouve uma época da minha adolescência que meu instinto libertário começava a aflorar, depois de anos e anos de repressão, começava a aflorar mas, minha moral ainda falava mais alto e eu, covarde que era, neguei minha essência dizendo que fugia dela.
Mas sempre soube que uma hora teria que ser o que anunciava.
 Sabe o que é melhor? Eu nunca sou o que seduz, não preciso me preocupar com essa fase chatinha. Sim, acho chatinha e prefiro ser desejado.
Isso porque sempre sou pelos que desejo, claro.
 Ela se aproximou de mim no bar e disse:
- Seu cabelo é lindo.
- Seus olhos também.
- Gosto dos seus seios.
- Eu, das suas pernas.
- Meu apartamento ou seu?
- Meu.
E viemos.
 Agora eu sei que ela costuma sonhar, tem medo da morte e talvez, de uma referência paterna que a empurra pra baixo.
Sem mais análises, não gosto muito de quando elas ou eles sentam na minha poltrona, com minha xícara preferida e ficam me olhando com os olhos sempre bem delineados, não sei como reagir.
Ela me perguntou se eu gostaria de conversar, respondi que só se ela nunca mais quiser transar e ela respondeu:
- Então é melhor eu ir.
E me passou seu telefone.
É de gente assim que eu gosto.

Ultimamente não sei mais se me coço ou me masturbo.
De qualquer forma, dane-se, não estou me justificando, duas necessidades fisiológicas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

So.. this is the new year?

Coisa que a vida revirou e voltou, pra começar como se começam todos os anos, com um sorriso sadio, cheio de expectativas e o pessimismo latente rindo-se delas.
Quem poderia culpar-me o ceticismo?
Eu decidi não acreditar mais no ano novo.
Que crédito incrédulo fazemos todos votos.
E que o novo ciclo...?
Bem, que comece o novo ciclo e seja novo pra quem quer.