segunda-feira, 29 de março de 2010

Do.

Então a gente, por ócio e preguiça de pensar em qualquer coisa ou desprender nossa energia amando ou ouvindo familiares ou passeando com nosso cachorro ficamos lá, deitados no sofá, estáticos.
Estática! Eu sempre gostei dessa palavra.
Então ficamos lá estáticos, vendo toda aquela baboseira.
A gente se envolve com a história e passa a ver todos os dias.
Aí tem aquele rapaz fechado, sensível e fofo.
Primeira semana.

É muito mais fácil mudar pra França, eu sei.
Francamente! 

Oco.

- Você já se sentiu oco?
Oco é mais que vazio. Oco é oco.
Vazio pode vir a se preencher. Oco é e não muda.
Você já se sentiu oco?
- Se oco não muda como posso já ter me sentido?
- Você pode já ter sido maciço e agora ser oco. Isso acontece com as coisas, os móveis, pedaços, falhas ocas em paredes e essas coisas, elas já foram maciças, podem ter sido.
- Hum.. é verdade, mas.. não. Oco, imutavelmente oco eu nunca me senti. Por quê? Você está oca? Você deixou pra sempre de ser maciça? Não acredita mais?
- Como?
- O que você tem?
- Eu?
- Não, a Joana.
- Olha, acho que a Joana está com disenteria.
Ele sorriu e pensou que ela podia realmente ser besta em situações que não permitiriam outras pessoas fazerem o mesmo:
- Pára de ser boba e fala logo.
- Não é nada não.
- Jura?
- Eu só estava mesmo refletindo sobre o oco.
- Me pareceu pessoal quando você falou.
Levantou do sofá de um salto e foi até o balcão pedir mais uma fixa para a Jukebox.
Qualquer coisa..

sábado, 27 de março de 2010

One, two, three, four..

Eu odeio a maneira como você finge não entender nada, eu odeio quando você foge de mim. Eu odeio ter que te odiar por não ter mais o seu amor e odeio que você nunca tenha me achado bonita. Eu detesto a sua forma paciente de falar comigo e abomino o fato de ser sua amiga. Eu não quero que você venha ler isso e não quero que você tenha como função social me fazer sorrir. Olha, eu odeio, odeio muito ser a pessoa que eu sou e os grandes responsáveis por isso são vocês. Vocês dois. Você, a louca, a odiosa, qualquer pessoa a minha volta sabe o mal que você me faz. E você, o anjo, o amor da minha vida, você, minha versão masculina, você.. você que é tão ideal. Idiota! Como ouso eu comparar seres tão distintos e rebaixar tanto um enquanto enalteço tanto o outro ao fazer isso? Eu não tenho esse direito! Mas meu coração tem, porque sente semelhante. Coração não pensa, sabiam? Ele não pensa e é como se pensasse, pensasse sempre no nosso mal, esse cretino! Então você vem e me diz tudo que eu abomino enquanto ele vem e diz tudo que eu quero ouvir. E a amizade dele pra mim é meu oásis, meu porto seguro e tudo que eu sei, ele sabe tudo sobre nós duas, você não sabe nem o nome dele, você não sabe mais nada sobre mim, ele sabe até o que eu comi hoje de manhã e sabe dizer o que eu preciso ouvir antes de dormir, ele sabe conversar através de histórias e me mostrar coisas excelentes, ele sabe me magoar também, muito, mas sabe curar todas as mágoas e ele é simples e sempre entende o que eu falo, mesmo quando não entende, diferente de você que gosta de se fazer de sonsa, gosta de pecar por omissão, de fingir que não sabe do que se trata, você disse: - Não precisa ser antipática. - Não estou sendo antipática, estou sendo sentimental. Eu respondi. E essa é a última resposta que você obterá da minha pessoa, enquanto ele pra sempre vai estar comigo e vai saber de absolutamente tudo, será meu amigo, compadre, meu amante e depois meu filho, quando eu precisar roubar uma casa. Quando eu dei tchau e disse que o amava esperei pra que ele dissesse que me amava também, então, ao invés de ir dormir, como tinha dito pra ele que ia, fui ver mais um filme, porque você sabe, eu vejo muitos filmes.. Se bem que, não, disso você não sabe. Ele sabe.

terça-feira, 23 de março de 2010

Pra rir.

Não de mim, do meu inglês. Primeira vez: Sintam vergonha de mim:

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bem entendido.

Depois de sair do trabalho, foi fazer outro que não sabia bem como iria ser, chamou um amigo e foram. Foi estranho e divertido. Tomaram Yakults e comeram pêssegos sentados na calçada. Ela gostava muito de estar perto dele, se obrigava a ficar acordada o tempo que fosse se ele estivesse por lá. Engraçado, se conheciam há tão pouco tempo.. Mas não é sobre esse amigo a história de hoje. Se fosse seriam só sorrisos e a história de hoje é só lágrimas. Ele disse que eles poderiam sim conversar, mais que isso, ela pediu "Deixe-me presenciar sua indiferença pra poder seguir em frente" e ele respondera "Se for pra me esquecer, que seja longe de mim" e quando ela disse que não era isso que ela queria e mesmo assim ele concordou em vê-la o coração dela se tornou tão colorido quanto um coração pode se tornar. Por 12 horas ela acreditou em finais felizes e segundas chances. Como passara a madrugada do sábado para o domingo acordada com aquele amigo dos sorrisos dormiu com o telefone do lado da cama. Ele disse que ligaria pra marcarem direito, mas de antemão tinha dito "Domingo de tarde, na Cultura". A Cultura era um lugar que representava muita coisa pra ela e agora terá de ser abandonada, assim, de modo drástico mesmo, enfim.. Na Cultura domingo, ok. A menina trabalhava também aos domingos, não tinha problema, dava tempo.. Tempo.. como o tempo passou doloroso aquela tarde. Chegou às 14h. Sentou-se na poltrona onde conversaram de verdade pela primeira vez há exatamente um ano e três dias atrás. Esperou. Pegou um livro e tentou ler. Não conseguiu. Esperou. Olhava em volta, no celular, esperava. 15h. Foi até o banheiro, tentou parecer bonita. Não era bonita, nunca seria, se conformou. Voltou. Esperou. 16h. Ela tinha que ir às 17h. Esperou.. olhou o celular. Tentou ligar pro número que tinha recebido uma ligação dele no dia anterior. Nada. Esperou. Olhou. Chorou. Três gotas quentes escorriam. Cinco. Doze. Duzentas gotas quentes e doloridas. Soluços. 17h. Ela foi.. Andou, andou, seus pés doíam, usava um sapato de boneca, tinha se arrumado cautelosamente pra ele, pra parecer um pouco mais qualquer coisa que ele quisesse. Havia colocado meia calça, eles brincavam de beliscar a perna dela fingindo puxar a meia, coisa deles, então ela estava de meia calça mais uma vez. Começou a chover, a chuva fria na tarde quente molhava tudo nela, o coração latejava, os soluços chamavam atenção na rua. Ela não queria se controlar, se controlar significava fingir e ela não era assim. Entrou no trabalho preocupando todo mundo. Abraçaram-na e ela pode se libertar um pouco daquele grito preso, daquela sensação de abandono absoluto, daquela estaca enfiada com maldade. Se saiu bem no trabalho, melhor até do que das outras vezes, dizem que teatro cura. Cura mesmo. Pena que dura só o tempo de palco e depois vai embora. "Não chore", "Pode ser apenas um mal entendido", "Você é linda", "A minha última chance foi embora ano passado e eu tenho quase 30, você é jovem ainda, tem muito pra viver. Olha como eu estou agora" ele estava mesmo completamente feliz e apaixonado. Mas até quando? Ela não acreditava mais em nada. Só acreditaria se tivesse sido um mal entendido. Andou pela Av. Paulista procurando em cada rosto um vestígio dele. Nada. Chegou em casa depois da meia noite com os olhos mais inchados que nunca. Continuou esperando um mal entendido. Rezou. Rezou, rezou sem saber pra quem e porquê, queria um milagre, um mal entendido de presente. Não ganhou. A única notícia que obteve no dia seguinte foi: Ele: "Não estou mais em São Paulo." Ela: "Entendo. E eu fiquei doze horas esperando, com todas as esperanças do mundo e um presente. Eu me arrumei com cuidado, não que tenha chegado a ficar bonita, mas tentei estar apresentável pra você. Passei um perfume que me faz cheirar a morango, e tinha voltado a acreditar que a humanidade pode ter jeito. Eu acreditei em segundas chances pra mim.. De qualquer forma, obrigada, agora posso voltar a realidade onde todas as pessoas são e serão infelizes pra sempre. Ponto final." Jamais enviou, graças a um erro cibernético e jamais enviaria. O ponto final pra ele já tinha sido dado faz tempo, então não era necessário avisar que era vez dela de acabar com aquilo. Fim.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ensaio sobre faixas multicoloridas.

As faixas multicoloridas são um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva formando um arco multicolorido.

Recentes descobertas apontam que existem três tipos diferentes dessas faixas multicoloridas, são elas:

O arbo-íris:

Os arbo-íris são faixas multicoloridas que se formam no céu (e em nossos corações, eventualmente, quando presenciamos algo doce), eles têm apenas 5 cores.

E são elas: Vermelho, Amarelo, Verde, Azul e Roxo.

Os arco-íris:

Os arco-íris são as mais comuns e conhecidas faixas multicoloridas que se formam no céu (e em nossos corações, eventualmente, mas dessa vez quando vemos algo incrivelmente doce), eles têm 7 cores.

E são elas: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Roxo.

E por fim (e mais impressionante) os arto-íris: Os arto-íris são raríssimas faixas multicoloridas que só se formam em nossos corações e em situações muito espefícicas, como, por exemplo, quando presenciamos um outro fênomeno muito menos raro e bem mais especial que é o sorriso do meu Patinho ♥, ou quando recebemos o abraço do menino dos cabelos de criança, os arto-íris têm 12 cores. São elas: Rosa, Vermelho, Laranja, Amarelo, Alegria, Piscina no Verão, Grama de Pic-nic, Verde, Chá de Hortelã, Anil, Azul e Roxo. E é por isso que, sempre, sempre "the pleasure and the privilege" will be MINE.

Um abraço ou uma despedida decente.

exatamente um ano atrás cá estava eu, nesse mesmo lugar, nesse mesmo assento, até, com esse mesmo jeitinho, esperando pela mesma coisa que em breve chegará.
exatamente um ano atrás minha personalidade era tão igual e tão distinta.
Lembro que costumava ter muito ciúme, confundia amor com posse, era extremamente egocêntrica e me magoava de forma extremamente extravagante por coisas que seriam incrivelmente insignificantes para sentimentais saudáveis.
Era também antes uma boa menina, acho que só sabia muito pouco da vida, tinha vivido muito pouco e sofrido por demais.
Eu, praticamente, só conhecia a dor.
É engraçado estar aqui na mesma espera exatamente um ano depois sem ter planejado nada e só ter notado agora.
Conheci tanta gente, tantos novos sentimentos, experiências, novos escritores, cineastas, cantores.
E engraçado pensar que se há exatamente um ano atrás eu não tivesse vindo esperar aquele garoto talvez, metade (ou mais) de, tudo isso jamais teria acontecido.
Engraçado e triste saber que exatamente um ano depois ele volta pra essa mesma cidade e dessa vez não quer me ver.
Meu medo de que tudo aquilo acontecesse de novo por amar. Eu era tão frágil.. Sanidade dele querer se afastar de um ser assim.
Insanidade não me deixar, exatamente um ano depois, tentar pedir desculpa por todo o possível mal que causei e mostrar que agora eu não sou como antes, que eu estou diferente, diria.. curada.
Eu não magoo mais por medo de amar, eu só amo, amo de verdade e se me magoam eu sigo em frente, magoas fazem parte da vida. Eu aprendi muito em um ano.
Porém a vida é assim e ele tem todo o direito de me repelir, de ter medo, raiva ou simplesmente ter cansado.
Então eu prefiro pensar que tudo é assim porque o menino dos cabelos de criança e abraço protetor não tem mais nenhum abraço pra me dar.
Crio esse pensamento pra não manchar as páginas do caderno com lágrimas salgadas. Mas ele não me convence e eu vou, mais uma vez eu vou procurar uma forma de tentar chegar até ele, uma forma de implorar uma segunda chance.
 Por que será que nunca me dão segundas chances reais?
Eu queria só mais uma, uminha.
Não pediria nada em troca.
 Mentira, eu pediria sim: pediria um abraço sincero.
Ou, quem sabe, uma despedida decente.

terça-feira, 16 de março de 2010

A Crítica.

Não sei se é de conhecimento geral, mas eu sou atriz. E estou em cartaz com uma peça chamada "O Livro dos Sonhos". Então, passeando a pedidos da crítica, li pela primeira vez as impressões de alguém que "sabe o que fala" (digo isso porque a Monica, no caso escritora da crítica) é atriz há mais de 20 anos. Bem, eu fiquei muito feliz com o que li e resolvi compartilhar, eis aqui o texto dela na integra: "Muitos têm me cobrado porque neste espaço não escrevi nada de teatro... ainda...
Pois é: não tenho visto quase nada de teatro, este é o ponto.
Mas... como não mandei e-mail desta vez, nem fiz qualquer outra divulgação, poucos também viram a Maira em O Livro dos Sonhos - infantil em cartaz no Teatro Ruth Escobar, sala Miriam Muniz, sábados às 17:40.
Bem, a peça é um mimo. Brinca com as mídias: traz projeções pontuais, divertidas e muito bem exploradas, de um lado; e um áudio que, honestamente, daria pra caprichar bem mais e melhorar um bocado. As crianças se divertem, e o trabalho deve ter vários méritos: adultos também costumam gostar - eu sou suspeita, obviamente.
A montagem traz 3 atrizes bem jovens que se alternam em personagens ora conhecidas, ora desconhecidas do público em geral.
Bonito ver: elenco totalmente jovem segurando a peteca, e só meninas em cena - o diretor também é relativamente jovem .
Nos bastidores da peça e, nas esticadas pelos cinemas da vida (de novo... sorry), tive o prazer de conhecer uma das criaturas mais inteligentes que eu já vi 18 anos vividos por estas bandas produzirem. E olha que eu conheci muitos 18 anos vida afora, uma vez que trabalhei com eles por quase 20...
Ferdi Mandonça, atriz principal, quer completar a lista de Fellini, Buñuel e Bergman (todo mundo simplifica o nome do cineasta cortando as dobras consonantais, aderi também). Ela passa 12 horas num único dia estudando teatro. Troca idéias comigo como se já tivesse assistido a quase o mesmo tanto de filmes que eu, clássicos inclusive, imperdíveis principalmente.
Fernandinha é uma desses encontros raros com os quais nos sentimos privilegiados.
- Pensaram que eu ia escrever sobre a peça só pra elogiar minha filha?
(E precisa?...)
Pois é. Faltassem outros motivos para assistir à peça, já bastaria este: a oportunidade de conhecer a pessoinha incrível que atende pelo nome de Lena enquanto desfila os longos cabelos loiros pelo palco.
Tem mais: entre encontros com o engraçado coelho que sofre de estresse por estar sempre atrasado, um certo Capitão com medo de tc-tac, e o Lorde dos sonhos, Lena visita a mais linda sereia que estes olhos já viram.
É: apesar de não constar seu nome na ficha técnica, que não está atualizada no link de serviço do teatro, nem aparecer sua carinha na foto de divulgação, é a Maira quem faz a sereia vestida num figurino super original e que a deixa maravilhosa.
- Pronto. Elogiei.
Também, o que esperar, não é? Mãe...
Então, resta devolver a 'cobrança': finalemente falei um tico de teatro aqui.
Agora simbora assistir a Lena-Ferdi e a Sereia-Maira... antes que acabe.
- quando/se eu conseguir, incluo aqui uma foto da Maira de sereia, claro..."
E visitem o blog dela (onde saiu a crítica) que é fantásico!

De quando.

A exasperação ainda  não tinha roubado minha melhor amiga.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Olá, Dario de Finas Bordas!

Bom dia :) Hoje eu acordei comendo legumes. E em seguida fui voar no meu balão. Passei na sua casa e me falaram que você estava escalando. Joguei um jogo que ainda não inventaram, depois pintei o cabelo com 12 cores diferentes. Encomendei e enfeitei meu arco-íris novo. Mandei dessalinizarem o Mar Vermelho pra dar um mergulho (não gosto de sal e é um mar tão belo). Inventei abóboras multi coloridas. Corri 28km em um segundo e meio, é, não consegui bater meu próprio record. Mandei uma carta pedindo pra mudarem o significado da palavra torta, agora torta não é de comer nem retorcido, torta significa o que costumava significar saudade e saudade fica sendo usada para os outros dois (achei que cairia melhor, você sabe, eu adoro a palavra "torta"). Só que agora torta é verbo, nada de substantivo abstrato. E eu torto você mais do que tenho capacidade de conseguir qualquer coisa que quero. Sabe, não é porque você não estava em casa, mesmo se eu tivesse te visto ainda lhe tortaria.. Entende?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Religiosa & Promessa.

Quarta-feira: Quinta-feira: Juro que não vou rir da piada da Banana.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Palavriando.

Nostalgia, saudade, amor, carinho, dor, tristeza, amigo.
São só palavras, mas cada uma delas tem uma força tão grande se não distorcidas em um contexto irônico.
Cada uma dessas palavras por si, podem dizer tanta coisa, comunicar o que a alma quer tanto, mas tanto dizer que encontrou esse meio.
Não bastavam os olhares e gestos, era preciso uma garantia maior: Então vieram as palavras.
E temos que cuidar das nossas palavras.
Uma vez que falamos, mesmo que se retire o que disse, já terá sido dito de qualquer forma.
Então cuidem das suas palavras.
E da sua nostalgia.
Das suas saudades.
Dos seus amores.
Do seu carinho.
E cuide até da sua dor.
Acalme sua tristeza num abraço de amigo.
E não esqueça, por favor, não esqueça de cuidar dele, porque sem um amigo (que além de amigo pode ser todas as outras coisas do mundo) nenhuma dessas palavras existem ou fazem sentido algum.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Videolog & Fitzgerald.

Final de semana: Segunda-feira: "Dolly tinha cabelo castanho, lábio vermelho e uma tez corada e bonita que, no começo, escondeu sob pó de arroz [...] porque nessa época ser corada não estava na moda - a pedida era uma palidez vitoriana. Usava roupas pretas, muito formais, e ficava de pé com as mãos nos bolsos, levemente inclinada para a frente com uma expressão de [...] no rosto. Dançava muito bem - gostava mais de dançar do que de qualquer outra coisa, qualquer outra coisa exceto namorar. Desde que tinha dez anos de idade estava sempre apaixonada, geralmente por um rapaz que não queria nada com ela. Os que queriam - e eram muitos -, Dolly achava aborrecidos logo que acabava de conhecê-los. E guardava a melhor parte de seu coração para aqueles com quem quase sempre falhava. Quando os conhecia, sempre tentava mais uma vez - às vezes tinha certo sucesso, mas quase sempre fracassava. Jamais ocorreu a essa caçadora do inatingível que havia algo em comum entre os que a rejeitavam - todos tinham uma poderosa intuição que os tornava capazes de enxergar sua fraqueza, não a emocional, mas uma fraqueza..."
(F. Scott Fitzgerald)

terça-feira, 9 de março de 2010

You're not here. Not anymore.

Lágrimas incessantes todas as madrugadas. Há quem a culpe por esse tipo de coisa. Então, numa última tentativa, passei a ir dormir mais cedo pra evitar qualquer sentimentalismo noturno. Então as mágoas começaram a vir pela manhã, bem cedinho, quando os pássaros ainda tentam cumprir sua função de nos acordar. Cantos e mais cantos embalando meu choro acanhado. Todos aqueles pequenos bicos se agitando enquanto a voz gravada e doce de Regina Spektor ecoa pelo quarto embalando meus mais difusos sentimentos. Eu comecei a dormir cedo pra evitar a melancolia e acontece que agora tudo ficou um pouco pior. É que de madrugada você sabe que tem mais tantas pessoas com os olhos assim, tristes assim, baixos assim, o coração apertado, o mesmo nó na garganta que você e, de alguma forma egoísta, isso te conforta sem que você saiba. E eu, aqui de manhã, sozinha em minha infinita angústia, preferia voltar a ir dormir e chorar nas madrugadas frias. Mas não o farei. Continuarei com as frias manhãs. Porque podemos nos adaptar a tudo. Até à solidão nos momentos mais solitários.

domingo, 7 de março de 2010

Sempre dobradinha.

Ou: Pra quem acompanha o videolog. Quinta: Sexta: E embora meus planos fossem de fazer todos os dias um, eu, nesse final de domingo, percebo que é impossível fazer um no sábado e outro no domingo. Daí eu fiz uma espécie de dublo que ficou diferentão e eu posto daqui alguns dias :)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Inconstante.

As verdades de hoje não são as mesmas de amanhã. Apagarei alguns rascunhos e outros traços surgirão. A rosa que vi hoje naquele jardim não estará mais tão bonita. Minha vontade de comer chocolate terá passado. Meu cabelo não terá a mesma forma. Nem seus olhos, seu sorriso, meu amor.. Meu amor também não estará mais ali, ao menos não da mesma forma. O céu não será do mesmo azul e a noite não ostentará estrelas ou lua igual. As ondas quebram sempre diferentes e eu sou como elas, então, meu querido, não confie nas minhas promessas de agora, não confie no meu amor de amanhã. Não é que ele possa não existir é que ele não existirá. A não ser que amanhã eu não olhe pra nenhuma outra pessoa além de mim e, ainda assim, é capaz de trocar-te, trocar-te por mim mesma..

quarta-feira, 3 de março de 2010

Kiwii.. I ate you.

Gente, venho por meio deste comunicar que estou fazendo uma espécie de vídeo-log, com uma proposta diferente desse blog e tudo, mas.. pra quem quiser me conhecer um pouco mais, é bem válido. O canal é: www.youtube.com/kiwiiiateyou Esse foi o primeiro vídeo: E esse é o vídeo de hoje: Espero que vocês gostem e acompanhem. Beijos!

terça-feira, 2 de março de 2010

Meu Snoopy.

Luis: o Linus deu um beijinho na Patty Eu: Quem? Luis: do Snoopy a Patty foi falar com a Garotinha ruiva e viu como ela era linda e começou a chorar porque ela se achava feia e ninguém nunca iria ama-la do jeito que o Charlie Brown ama a garotinha ruiva aí ela diz que o único que entende o que ela sente é o Snoopy, e que ele daria um beijinho na bochecha dela naquele momento, se ele estivesse lá aí o Linus beija ela, ela fica "Uau você me beijou" e ele diz Beauty is in the eyes of the beholder Eu: mas, ai, que lindo. eu sou a paty. Luis: Eu sou o Snoopy. Eu: sim, porque só você entenderia minha extrema melancolia e me daria um beijinho na bochecha se estivesse lá. Luis: exatamente, eu realmente faria isso. Eu: eu sei. Obrigada, amigo.