domingo, 29 de novembro de 2009

Patétca e Assustada ;

Eu sou uma pessoa deveras excêntrica, ás vezes. Mas só às vezes. Normalmente eu sou como todo mundo: Me encanto absurdamente por um novo conhecido comprometido, sigo ele por aí, descubro coisas que me encantam cada vez mais e tudo isso sabendo que ele tem namorada e jamais olhara pra mim. Completamente comum, diria até enjoativo. Ironias - nem tão grandes assim - a parte a grande questão é: Por que procuro apenas o que é impossível cultivando uma pontinha de esperança que não sei de onde surge? Não, eu não gosto de sofrer nem nada do tipo, juro mesmo. Diz meu psicólogo que justamente por não gostar nenhum pouco disso eu só encontro graça e encantamento em pessoas plenamente inacessíveis. Ele me deu muitos exemplos com histórias que contei, mas, resumindo, é assim: Estou incrivelmente, loucamente, absurda, doente, alucinadamente apaixonada eis que o infeliz se torna possível. NÃO, não se tornem possíveis, meus caros, se não quiserem ser esquecidos antes de conseguirem piscar. Eu lembro que um garoto fez isso comigo certa vez, foi tão, mas tão difícil me conquistar que quando eu estava plenamente apaixonada, acabou-se o sentimento. Ele me deixou viver a mentira por uns tempos ainda, talvez por culpa, talvez por amizade, de qualquer forma a questão é: quando eu descobri achei-o a pessoa mais pequena e desprezível do mundo. Somos iguais, talvez desde sempre e eu o desprezei com a maior força que tinha no meu coração. Será que todas essas feridas nas minhas mãos, essa tristeza que chegou calma e pequena e está crescendo devagar pra eu não me dar conta, essa sensação bizarra que eu não consigo definir e minha incrível vontade de ser qualquer outra pessoa em qualquer outro lugar são nada mais nada menos do que o resultado desse paradoxo terrível que é sentir falta de alguém que cuide - junto comigo - do meu coração e, ao mesmo tempo, morrer de medo que essa pessoa me abandone ou descubra que nunca foi verdade? Sabe o mas impressionante? Eu REALMENTE consigo transformar a pessoa mais maravilhosa da semana passada em alguém totalmente desinteressante assim que surge qualquer raio de sol. E não é fake. A melhor pessoa de todos os tempos da última semana.

3 comentários:

Marcelo Mayer disse...

se eu trocar o ele por ela... sou eu neste texto. fodido, sempre fodido, sempre fodido. e sempre fumando

Ferdi disse...

sempre, a nossa diferença é só o fumo então, meu caro. tenso.

let it be disse...

super me identifiquei. mesmo. que saco isso. de resto, adorei.