segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5ª série D.

Eu lembro como se fosse ontem. Lembro de tudo, mas vale ressaltar o aspecto que atualmente mais me vem a memória: Fernanda, 11 anos, rechonchuda, dentes grandes demais, cabelos cheios demais, maquiagem demais, inteligência acadêmica demais, popularidade de menos. P-o-p-u-l-a-r-i-d-a-d-e! Palavra que assombra a maioria das crianças fora dos padrões dessa idade. A popularidade que é tão vazia, tão boba, tão almejada.. Como uma gordinha feia poderia conseguí-la sendo ela mesma? Na verdade não foi nada difícil, não como a pergunta faz parecer. Eu sempre muito autêntica, muito alegre, brincalhona e pronta pra ajudar.. Ajudá-los com a coisa que, na verdade, eu menos queria: que eles estivessem com outra. Mas não importava meu querer e sim, seus sorrisos: Eles! Eles sempre tão bonitos, tão populares, tão inalcançáveis, tão queridos, tão espertos, tão cheios de vontades.. Graças as vontades deles e delas que fiz milhares de "amigos" e alcancei a tal popularidade! Independente dos meus desejos juvenis, mantenho a mesma essência altruísta da época, sempre pronta pra tentar arrancar sorrisos e me machucar pra alguém ficar feliz. Antes só e amiga que apenas só. Então todos riam, eu por ter ajudado e intensificado minhas "amizades", eles por estarem com elas e elas por terem pra quem falar "ai, pááááára" e dar em seus ombros tapinhas que, na verdade, significavam "continuem, mostremos que somos intímos, isso fará bem pra imagem de nós dois". Eles vinham até mim contar o que se passava, era comigo que desabafavam e eu jamais imaginaria que eles não faziam isso por consideração e apenas isso, jamais, porque seria cruel usar-me assim e pessoas não-cruéis, tendem a ignorar a crueldade com elas.. de qualquer forma.. De qualquer forma o que eu senti pela maioria desses "amigos" foi igual: Olhos cheios d'água, palpitações, tremor de pernas, o gaguejar tão frequente que achavam que eu, de fato, era gaga. Eles eram legais demais.. sabe? E eu jovem demais. Ou, como diz meu ermãozinho de 5 anos, tolinha demais. E agora, eu, no auge dos meus mal formados 17 anos revivo a exata emoção. Não que esteja ajudando ninguém a estar com ninguém ou sendo rejeitada e usada daquela forma, não, apesar da mesma essência, hoje sei (tanto quanto se pode saber aos 17) cuidar de mim. Mas sabe a paixão juvenil, descontrolada e que da nó na garganta só de pensar que eu me referi? Reapareceu! E em circunstâncias tão não-desejadas quanto as da quinta série, talvez por culpa minha, talvez porque eu já sabia que ela apareceria e estava tentando evitar.. Mas não dá pra fugir dessas coisas e sabendo disso me entrego aos meu novos 11 anos e rio da minha alegria em fazer os carrinhos do meu ermão trombarem enquanto penso em momentos que já passei com minha nova paixonite, coisas que jamais poderia pensar no auge dos meus espinhentos e inocentes 11 anos.

3 comentários:

Melina disse...

Own *_*

Melina disse...

é a Máira --'

Ferdi disse...

HAHAHA, tinha estranhado mesmo.
Achei que você ia gostar desse :)