domingo, 29 de março de 2009

I always cry in ends.

O telefone não parava de tocar, por desconfiarem que ela estava ali e estavam certos, quão previsível ela podia ser. Ela não atenderia, já tinha tomado sua decisão. Entendeu que só amava um e toda devoção era por aquele infante de quatro anos que dentro de alguns dias completaria cinco. Ela perdera tudo que nunca teve. Viu fotos e chorou, lembrou até de todos seus romances que fracassaram e já tinha superado. Ela estava sozinha, completamente sozinha e nua no mundo, só podia contar com aquele bebê, que mesmo no último minuto quis a acompanhar, mesmo quando ela explicou que ele jamais veria de novo sua mãe, tia ou qualquer outro membro da família ele quis continuar seguindo e se não estivesse descalço agora estariam juntos andando pelo mundo frio. Ela, apesar de precisar dele, não queria que ele perdesse tudo que ela não teve e ele poderia ter, por conta desse amor. Ele, apesar de não querer perder tudo que ela não tinha estava disposto, por conta desse amor. Mas quando ele decidiu pelos dois, foi impedido no meio da escada, ela chorou vendo ele por trás das roseiras enquanto gritavam quanto ela queria pela cena: "Sua interpretação está excelente, continue assim, atriz." Ela chorou de ódio e solidão. Foi buscar seus pertences e pensar um pouco, não jogaria sua vida na latrina porque não tinha ninguém, ela tinha ela mesma e voltaria mais tarde pra buscar seu irmão. Eles teriam todos os animais que ele quisesse e brincariam até de madrugada do que os dessem na telha. Pensou em três ou quatro lugares e por fim decidiu andar com suas pernas. Pra que compartilhar seus sonhos, aventuras e emoções com uma bando de gente que não dá a mínima? Ela jogou todos eles pela janela e foi embora, reinventando o que ela era, se transformando no coração gelado que diziam que ela tinha, só guardou uma leve chama acesa por seu irmão. Não lembrava o próprio nome ou de qualquer um que já havia conhecido. Ela não dava a mínima e sabia que o não contar com era agora um passo além. O tchau foi uma lágrima e ela não se importou. Tchau!

3 comentários:

Proibido disse...

Meu Deus! Que drama. Histórias de amor assim me lembra coisas que eu vivi num passado não tão remoto.
Quanto a personagem agora ela pode dizer pra si mesma. Que realmente tem um coração gelado. Odeio ser julgado de algo que eu não sou. Espero por outras histórias.
Abraços e mais uma vez muito obrigado pelas visitas no proibidão. Agradeço-lhe e muito.

http://www.proibidoler.com/

Jenny disse...

Acho que não entendi nada. :)

Mas achei belo mesmo assim. hehe

Ferdi disse...

Acho que você realmente não entendeu, hê.